Gabriela Coelho
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ACompanhia Energética de Brasília deixa de receber R$ 70 milhões, por ano, com furtos de energia em residências e empresas. Algumas empresas economizam até R$ 500 mil, a cada ano, após fazer os famosos gatos nas instalações elétricas. Segundo a companhia, as padarias são as que mais fazem as ligações ilegais de energia.
Alguns empresários que, supostamente, dão o golpe na CEB já foram presos. Eles teriam desligado uma ou duas fases do relógio e acabam economizando R$ 4 mil em uma conta com valor de R$ 5 mil. O presidente da CEB, Rubem Fonseca, afirma que a companhia está de olho nos infratores. “Estamos monitorando essas empresas diariamente”.
No DF, existem 870 mil unidades de energia regulares. Na Operação Gato Escaldado, realizada no começo deste ano, de cada sete prováveis pontos de irregularidade, seis eram comprovados. “Isso é um índice muito alto. Juntamente com a população e com a ajuda da polícia estamos agindo contra os furtos”.
A pessoa ou empresa que faz gambiarra ou furta energia tem de pagar uma multa e um retroativo. “A partir do momento que tiver a conta reduzida para um valor muito diferente do real, terá de pagar pelo tempo que isso ocorreu, com mais 30% de acréscimo”, explica.
Segundo Fonseca, a CEB acredita que os próprios funcionários do local podem ser os malfeitores. “Alguns lacres são perfeitos. Não dá para ver que houve arrombamento”, diz.
O diretor Comercial da CEB, Edgard Minari, diz que 40% do faturamento da CEB são de gastos das grandes empresas. “Desses, 40%, que são 1.800 empresas, são vigiados pela CEB. Não quer dizer que são irregulares, mas estamos acompanhando o desenvolvimento delas”, diz.
Minari explica que há alguns anos, esses gatos aconteciam com frequência, mas os culpados não são punidos. “Em parceria com a Polícia Civil, estamos intensificando os padrões de consumo, fazendo blindagem de medição e tendo certeza daquilo que vamos encontrar”, diz.
O presidente da Fecomércio, Adelmir Santana, acha o episódio lamentável. “É inacreditável que empresários estejam fazendo isso. Os culpados têm de ser punidos e a polícia deve agir para desestimular a prática desse horror. O nível de degradação está alto”, diz.
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