Ana Paula Andreolla
ana.fernandes@jornaldebrasilia.com.br
Antes de pegar a estrada é bom tomar cuidado para não ter surpresas desagradáveis ao voltar das férias. Dados da Polícia Civil apontam que, principalmente em áreas nobres do Distrito Federal, o índice de furtos a residência aumenta bastante no período de férias. No entanto, cuidados simples ajudam a camuflar a casa vazia, o que pode fazer com que os bandidos desistam de invadir a propriedade.
Para se ter uma ideia, no Lago Norte, por exemplo, até julho desse ano, a média de furtos a residência era de uma a duas ocorrências por mês. No período das férias, o índice saltava para 14 a 15 residências furtadas, e a maior parte pertencia a famílias que estavam viajando.
As mansões do Lago Sul e residências no Plano Piloto também são alvos constantes dos bandidos que buscam aproveitar a ausência dos moradores. A professora e artista plástica Maria Mendes afirma em tom de brincadeira, que vai colocar grades de presídio cercando sua residência. Ela já teve sua casa invadida por quatro vezes. Três delas quando morava na Asa Sul e a última, há pouco mais de três semanas, no Lago Sul.
“A maior parte das vezes que invadiram minha casa eu estava viajando. Lembro que me ligaram para falar que tinham invadido a casa. É claro que a gente fica triste, mas eu procurei não me estressar”, detalha a professora. “Estava de férias, passeando. Se invadiram, paciência! Quando voltei, vi o prejuízo e reforcei a segurança na porta de casa”, relata Maria Mendes.
Nas primeiras vezes que a residência da artista plástica foi invadida, os malfeitores fugiram carregando TVs, DVDs, joias e outros objetos de valor encontrados no interior da propriedade. Da última vez, Maria Mendes, que desistiu de ter aparelhos eletrônicos como TVs e DVDs em casa, acredita que os bandidos saíram frustrados. “Não levaram quase nada. Algumas joias, mas a maior parte era bijuteria. O ruim é porque eu gostava delas, mas o prejuízo não foi tão grande. Acredito que sejam mais usuários de drogas mesmo, em busca de sustentar o vício”, avalia.
Leia mais na edição desta segunda-feira (26) do Jornal de Brasília.