De repente, manifestantes resolvem obstruir algumas pistas com pedaços de madeira e lixo. O protesto, que começou pacífico, fica agressivo quando os policiais militares chegam para liberar as pistas e os manifestantes jogam frutas. Com o auxílio dos novos carros blindados, o Batalhão de Choque da Polícia Militar do DF, no entanto, contém o protesto em menos de dez minutos.
Sorte dos manifestantes e motoristas que utilizariam as vias que o conflito não passou de uma simulação para testar o potencial dos novos veículos blindados adquiridos por R$ 1,6 milhão, cada, para auxiliar no controle de multidões e manifestações hostis.
Com espaço para 21 pessoas – um motorista, um co-piloto que controla as câmeras e 18 combatentes sentados atrás – o carro serve para manter a distância física entre a tropa e os manifestantes e só deverá ser utilizado em último caso. Um canhão de água que alcança até 50 metros de distância, pás limpa-trilhas que levantam até três toneladas de uma só vez, três câmeras, pintura antichamas, ar-condicionado e sistema de som para comunicação interna entre o motorista e os policiais são os equipamentos que garantem a segurança da tropa e dos cidadãos nas operações.
Balas de borracha
A simulação teve a presença do grupo tático motorizado do Patamo, para “apaziguar os ânimos” com ordens legais. Diante da desobediência dos “manifestantes” são usadas granadas de efeito moral e balas de borracha. No final, o pelotão de choque chega com os dois carros blindados para resolver a situação. O veículo esguicha água e apaga o fogo ateado pelos manifestantes. O blindado, então, libera a pista. “Apesar das bombas, só a presença do carro é o suficiente para dispersar os envolvidos sem machucá-los”, reforça o capitão Bruno Rocha, responsável pelos veículos novos.