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Festas Juninas movimentam setor atacadista de bebidas e gêneros alimentícios do DF

Aumento nas vendas deve ser em torno de 20% em relação ao ano passado, segundo o Sindiatacadista/DF

Por Mayra Dias 24/05/2022 5h56

Ah, as festas juninas! Um dos períodos mais aguardados pelos brasilienses. Das músicas às comidas típicas como o quentão, ou o correio elegante e as danças de quadrilha, não há quem não goste dessa época que chega junto ao frio. Compondo o calendário de festas típicas do DF, estima-se que mais de 200 festas ocorram até o final de julho, com tamanhos variados e públicos diferentes, e isso alegra não só foliões, mas também os empresários do setor atacadista. 

“As festas juninas são um ícone da cultura brasileira. E como temos aqui na capital gente do país inteiro, principalmente vinda do Nordeste, onde foi criada esta tradição, trata-se de um período muito aguardado”, afirma Álvaro Silveira Jr, presidente do Sindicato do Comércio Atacadista do Distrito Federal (Sindiatacadista/DF).  A alta expectativa dos mercados de gêneros alimentícios e de bebidas deriva da quantidade de comidas típicas que são produzidas para os eventos, e isto torna a época do ano uma das mais aquecidas para a economia. Conforme traz o Sindiatacadista, a previsão é de que a movimentação seja 20% superior em relação ao ano passado, quando a cidade ainda sofria com os protocolos de prevenção contra a Covid-19.

Como pontua o presidente do sindicato, as altas projeções também surgem da vontade das pessoas de voltarem a frequentar esses eventos. “Com isso, as igrejas, escolas e clubes estão se movimentando para realizar as festas, tradicionais em nossa cidade”, diz Álvaro Silveira. Devido ao isolamento social imposto pela crise sanitária dos dois últimos anos, ele relembra que a comercialização era mais restrita ao consumo familiar, “sem grandes volumes individuais”, salientou. “O consumo também se concentrou em produtos mais básicos e prontos, tais como paçoca e vinhos, que não exigem grandes preparos e manuseios”, completa o titular. 

O Sindicato do Comércio Atacadista do Distrito Federal representa todo o comércio atacadista de Brasília, entre os quais estão: gêneros alimentícios, autosserviço, autopeças, material de construção, drogas e medicamentos. Atualmente, sua base é composta de 187 empresas associadas, e representa o elo entre o setor atacadista, governo, varejistas e a sociedade em geral, além de defender os interesses e anseios de seus associados, agregar forças na criação de melhorias e promover a integração da classe atacadista.

Lojas cheias 

Dono da Estrela Distribuição, o empresário Carlos Roberto Leite conta que o período, de fato, é muito significativo para o seu negócio, pois a empresa comercializa bebidas quentes, vinhos e farináceos, o que inclui canjica, pipoca, tapioca, além de amendoim e pé-de-moleque. “Estamos otimistas com as vendas este ano. Nos dois últimos anos, a pandemia prejudicou muito o nosso mercado, mas acreditamos que em 2022 o cenário será diferente”, afirma o empresário. Os produtos oferecidos por Carlos são, como avalia Álvaro, alguns dos mais procurados nesse momento. 

O diretor comercial da Disdal Distribuidora de Alimentos, Gustavo Alves, também está entusiasmado com o aquecimento das vendas este ano. “Nossa expectativa é crescer 20% em relação ao ano anterior”, compartilha o autônomo.  “Vamos ter uma alta de preço médio dos produtos, superiores a 10% devido à escassez de matéria-prima e a alta tendência de consumo de produtos como massas, queijos e chocolates”, comentou.

Mas não para por aí. Outro item muito procurado para esse tipo de festividade é o vinho, ingrediente essencial para o preparo do famoso e querido quentão. Fabrício Borges Graciano, gerente comercial da Merit Importadora Ltda, atacadista no ramo de vinhos em Brasília, anuncia que a expectativa é de crescimento de 30% nas vendas, se comparado aos anos anteriores. “Não tivemos festas juninas em 2020 e, ano passado, os eventos não foram totalmente retomados. Então, com a vida voltando minimamente ao normal e a queda da temperatura, já é possível notar essa maior procura. Especialmente dos vinhos chilenos e nacionais”, detalha Fabrício.

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