Por Camila Coimbra
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Amigos e familiares se despedem pela última vez de Juliana Barboza Soares, vítima de feminicídio no Gama, no dia de seu aniversário, nesta terça-feira (20). O corpo foi velado ontem no Cemitério do Gama e contou com a presença de cerca de 70 pessoas que passaram pela Capela 1. Além dos amigos e familiares de Juliana, a União Brasileira de Mulheres (UBM) acompanhou o velório, expressando condolências e protestando pelo 12º crime de feminicídio registrado no Distrito Federal em 2024.
“Nós, da União Brasileira de Mulheres, estamos juntas na dor da família, somos solidárias a todas as mulheres que sofrem com seus maridos, seus ex-maridos, e eles têm que saber que não somos posse deles”, declarou Gilvania, uma das integrantes da UBM, que estava no local com faixas de protesto pedindo justiça ao lado da capela.
Antônio Adonel Gomes, ex-marido da vítima, tem uma filha de 5 anos da antiga união com Juliana. Ele conta que a criança, que estava com a mãe no momento do atropelamento, quebrou a perna e, logo em seguida, foi levada para a UTI do Hospital de Base. “Veio o primeiro impacto do carro nela; no segundo atropelamento, a Juliana mandou minha filha correr, e ela correu mesmo com a perna quebrada. Logo depois, veio o atendimento do Hospital de Santa Maria, que merece reconhecimento por cuidar tão bem da minha filha”, relatou.
“Juliana sempre foi uma boa mãe; não havia mãe melhor no mundo para as filhas. Ela era boa, dona de casa, zelosa, e não merecia ter o fim que teve de maneira nenhuma. Esperamos que a justiça seja feita; eu, como advogado, vou lutar por isso”, disse Antônio Adonel.
Maria do Socorro Barboza Soares, de 60 anos, mãe da vítima, também estava no local do atropelamento e se encontra em estado grave. Familiares informaram que ela segue sedada, com fraturas em várias regiões do corpo, como clavícula, braços e pernas.
O Caso
Wallison Felipe de Oliveira, de 29 anos, foi preso nesta quarta-feira (21) por atropelar e matar sua ex-companheira, Juliana Barboza Soares, de 34 anos, no Setor Sul do Gama. O homem deve responder por feminicídio qualificado e por duas tentativas de homicídio qualificado.
Com mandado de prisão expedido pelo prazo de 30 dias, Wallison foi levado para o Instituto Médico Legal e, depois, para o Complexo Penitenciário da Papuda.