Da Redação
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“A necessidade é real”. Foi o que disse a administradora do Riacho Fundo II, Fátima Cabral, sobre a falta de uma unidade do Centro de Referência de Assistência Social (Cras), na região. De acordo com ela, muitos moradores precisam caminhar até a unidade que fica no Riacho Fundo I, na tentativa de obter algum benefício.
Tatiana Araújo Cerqueira, 23 anos, é mãe de cinco filhos e mora com toda a sua família que tem 21 pessoas, em uma pequena casa no Riacho Fundo II. Ela conta que fez a inscrição no Cras do Riacho Fundo I há cinco meses, para receber alguma ajuda. “Estamos aguardando agora a visita prometida pelos atendentes, não posso ficar indo lá porque tenho que cuidar das crianças”, diz Tatiana.
O Riacho Fundo II existe há mais de 15 anos e tem 45 mil moradores. Porém apenas no dia 20 de abril deste ano, a Justiça Federal autorizou a Companhia Imobiliária de Brasília (Terracap) a registrar toda a cidade em cartório. Em seguida, serão liberadas as escrituras individuais dos moradores. A expectativa é de que o processo de regularização da região seja concluído neste semestre, possibilitando a ampliação comercial.
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