Vinícius Borba
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Depois de uma semana conturbada, com muitos engarrafamentos na W3 Sul, autoridades de trânsito do GDF se reuniram e apresentaram propostas para reduzir os problemas os quilométricos congestionamentos, mas nenhuma delas será implementada rapidamente. A faixa exclusiva no Setor Policial Sul, apontada como responsável pelos engarrafamentos na W3, no entanto, irá continuar.
Alterações nos retornos existentes nas imediações do Setor Hospitalar Sul e Setor Policial Sul, além de nova sincronização dos semáforos, são as medidas paliativas para resolver temporariamente o problema. Porém, só o fim das obras do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) pode realmente aliviar de vez o trânsito na região, segundo gestores do setor. E isso ainda deve levar um bom tempo, devido a embargos judiciais e outros problemas, que impedem a continuação das obras.
Enquanto isso, os passageiros terão que se conformar em enfrentar viagens mais longas. Os congestionamentos tiveram início na segunda-feira da semana passada e percorrer pequenos trechos pode levar até uma hora.
De acordo com o diretor-técnico do Transporte Urbano do Distrito Federal (DFTrans), Lúcio Lima, a mudança de local do primeiro retorno do Setor Policial, logo na saída da W3, para mais perto de quem sai da W3 para a L2 Sul, Zoológico e Eixinhos, é uma das medidas a serem implementadas. Outra proposta é o fechamento do segundo retorno, que fica logo após a W3 e à saída do Cemitério. Ele, junto com um semáforo, estariam provocando congestionamentos de veículos menores e atrapalhando o cruzamento de ônibus no local. Restaria assim um terceiro retorno, já bem à frente, depois do Comando-Geral da PM.
Efetivadas essas propostas, a expectativa é que ocorra ainda uma sincronização dos semáforos da saída da W3 com o que fica nas proximidades da saída do cemitério. O descompasso entre eles estaria atravancando ainda mais o trânsito de veículos pequenos, que precisam utilizar a faixa exclusiva de ônibus.
Apesar da proposta prática traçada, agora a ação depende de articulação com a Secretaria de Obras, que só deve ser comunicada hoje. O DFTrans não faz estimativas de em quanto tempo as obras destes retornos poderão ser feitas, mas deve buscar celeridade, segundo o diretor-técnico Lúcio Lima.