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Brasília

Exploração de crianças e adolescentes no DF é maior no Plano Piloto

Arquivo Geral

13/11/2011 8h47

 

Raissa Lomonte

raissa.lomonte@jornaldebrasilia.com.br

 

Brasília é a cidade campeã em denúncias no Disque 100, serviço de combate a exploração de crianças e adolescentes. A Rodoviária do Plano Piloto, Conic e Parque da Cidade são os principais pontos onde há violação dos direitos dos jovens. 

 

Levantamento realizado pela Secretaria Especial dos Direitos Humanos (SEDH) da Presidência da República, por meio do Programa Nacional de Enfrentamento da Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes, revela que o Distrito Federal, proporcionalmente, apresentou o maior número de denúncias no  Disque 100 (Disque Denúncia Nacional de Abuso e Exploração), no período de maio de 2003 a maio de 2009. Foram registradas  2.414 ligações para cada grupo de cem mil habitantes.  Mato Grosso do Sul, com 1.979 denúncias, ocupa o segundo lugar no ranking.

 

O levantamento aponta três categorias principais de violência contra crianças e adolescentes: negligência, física e psicológica, e sexual. A  maioria  das vítimas  é do sexo feminino. Entre as 165.346 vítimas nacionais identificadas por meio de denúncias ao Disque 100, 62% são do sexo feminino e 38%, do masculino

 

Prevenção

A assistente social e pesquisadora do grupo Violes, da Universidade de Brasília (UnB), Marileide Gomes, diz que o maior número de atos de violência contra a criança ocorre no Plano Piloto. “De acordo com pesquisas, chegamos à conclusão de que a Rodoviária, Conic, e Parque da Cidade são os lugares com maior índice de exploração, com os dados  apontando para a exploração sexual”, esclarece.

 

A pesquisadora lembra que o Plano Piloto tem um número alto de crianças vivendo nas ruas, o que aumenta a probabilidade de haver a exploração sexual. “Essas crianças ficam sem a proteção da família e se tornam um alvo fácil”, explica. 

 

A prevenção ao aumento de casos envolvendo abusos de crianças exige que as entidades de apoio aos jovens em situação de negligência se preparem para a Copa do Mundo de 2014. Segundo Marileide,  os eventos internacionais instigam o turismo sexual. “Vamos receber muitas pessoas de fora.

 

Existe a questão da pobreza no Brasil. Algumas famílias se aproveitam disso para explorar as crianças, ficam de olho nos estrangeiros”, diz a pesquisadora.

 

Leia mais na edição deste domingo (13) do Jornal de Brasília.

 

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