Carolina Tulim
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Às vésperas de completar 51 anos, a Sociedade de Transportes Coletivos de Brasília (TCB) – primeira empresa do ramo a ser criada na capital federal – prepara uma estratégia ousada para tentar sair da fase de nítido sucateamento pela qual tem passado e recuperar a participação na oferta de transporte público no Distrito Federal.
Uma das principais ações, de acordo com o presidente da estatal, Carlos Alberto Koch Ribeiro, é a ampliação do mercado de linhas executivas, iniciada por meio de um projeto-piloto que deverá ligar Águas Claras ao Plano Piloto. Atualmente, no segmento de ônibus executivos, a empresa opera apenas a Linha 113, que transita entre o Aeroporto JK e o centro de Brasília.
“Nós contratamos uma empresa de consultoria para avaliar a viabilidade da expansão de operação para todo o DF. Inicialmente, a expectativa é colocar na rua os cinco ônibus, que já estão no pátio da TCB, até o fim deste mês”, adianta.
Sobre a escolha de Águas Claras para o início das novas operações, o dirigente afirma que o perfil da população da região – com bom poder aquisitivo e alto nível de instrução, muito semelhante a quem desembarca e embarca no aeroporto – foi um dos fatores determinantes.
“Outro motivo é a enorme dificuldade de trânsito nos horários de pico, mesmo com o metrô por perto. E enquanto eu não consigo remanejar os trilhos dos trens para fazer novas rotas, o ônibus tem essa mobilidade. Então, vamos usar isso com inteligência. Devemos, a exemplo do que foi feito no aeroporto, operar por uma semana em caráter experimental para avaliar as opções de tráfego e demanda de passageiros”, explica.
Serviço aprovado
Entre as vantagens apontadas por Ribeiro nos ônibus executivos, estão pontualidade, conforto, rapidez e segurança, opinião que é compartilhada pelos usuários da Linha 113. “Acho o serviço excelente e utilizo sempre que preciso ir ou voltar do aeroporto. O atendimento dos funcionários é um dos melhores que já experimentei. Se houvesse outras linhas, com certeza eu deixaria mais o carro na garagem”, opina a advogada Márcia Bueno, 32 anos.
O gestor público Maurício Cruz, 50 anos, concorda. “Já utilizo o serviço de ônibus executivo nos aeroportos de Curitiba, onde resido, e São Paulo, e acho uma excelente ideia. O trajeto costuma ser rápido, seguro e confortável”, avalia.
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