Gabriela Coelho
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A suspeita é natural do Piauí e chegou no DF em fevereiro para trabalhar na casa da vítima. Após dois meses, foi demitida por chegar frequentemente atrasada. A mulher morava de aluguel no Pedregal (GO) e de acordo com ela, os recorrentes problemas no transporte coletivo de Brasília a impediam de cumprir o horário de entrada no serviço.
Um susto para os moradores da QI 19 das Mansões Dom Bosco, no Lago Sul. Uma jovem de 18 anos estava em casa com o namorado e outras duas funcionárias da residência, quando foi surpreendida por uma ex-empregada da casa. Ela foi obrigada a rodar de carro com a suspeita, que a ameaçava com uma faca. Um dos donos da residência é empresário do ramo de segurança na capital.
De acordo com a delegada-chefe da 10ª Delegacia de Polícia (Lago Sul), Selma Carmona, J.R.P., 38 anos, conseguiu passar pela segurança do condomínio sem que ninguém percebesse. “Ela estava com um casaco preto na cabeça e com uma revista. Ela se passou por vendedora de revista e tocou o interfone. Quando a empregada foi até o portão, ela mostrou um facão e a fez abri-lo”, afirmou a delegada.
A mulher fez a funcionária refém e pedia dinheiro. “A empregada, então, a levou para o andar de cima e disse que lá ela encontraria dinheiro. Neste momento, J.R.P. entrou no quarto de B.A.V.L., que estava com o namorado R.M.M., e assustou os dois”, detalhou.
A delegada conta que a vítima foi levada até o carro e obrigada a dar voltas pela cidade. “Ela não sabia para onde queria ir. Enquanto B. dirigia, a mulher foi no banco de trás, na mesma direção de B., e em nenhum momento a ameaçou. Chegou até a colocar a faca embaixo do tapete do carro”, acrescentou.
Dinheiro
O namorado da vítima conta que a criminosa dizia o tempo todo que só queria dinheiro. “Ela pediu que a outra empregada amarrasse minhas mãos com um pano, enquanto minha namorada foi com ela até o quarto da mãe atrás de bens de valor”, afirmou.
O rapaz, quando conseguiu se soltar e viu que a namorada havia saído, acionou o GPS do celular e do carro e começou a dar as coordenadas para a Polícia Militar. “Ele foi de extrema importância para a polícia. Todos os caminhos que o carro fazia eram monitorados. O helicóptero da polícia sobrevoava a região. Conseguimos pegá-las na plataforma superior da Rodoviária. Foi um trabalho conjunto com as polícias”, explicou a delegada.