Ana Paula Andreolla
ana.fernandes@jornaldebrasilia.com.br
Produtores de eventos culturais em Brasília reclamam da dificuldade em se produzir shows na capital do País. Além de os espaços serem mais caros, a burocracia exigida aqui seria mais rigorosa do que no restante do País.
Além disso, ainda tem a competitividade: os produtores acabam se sujeitando à uma verdadeira queda de braço por espaços como o Estádio Nacional Mané Garrincha, Ginásio Nilson Nelson, Centro de Convenções Ulysses Guimarães, Parque da Cidade, Esplanada dos Ministérios e o Autódromo. E cada lugar segue suas próprias regras na hora de ceder espaço para a realização de shows. As regras e os preços também variam conforme a finalidade do evento.
Quem quiser produzir um show ou uma apresentação no Mané Garrincha, por exemplo, depois de ter toda a documentação aprovada, precisa pagar um aluguel que custa R$ 10 mil a diária, além de deixar um cheque caução de R$ 50 mil. O cheque só é devolvido depois que a Secretaria de Esporte faz uma vistoria no Estádio, para verificar se a estrutura não foi danificada durante o evento.
A mesma regra vale para o Ginásio Nilson Nelson. Nos dois lugares, porém, para se produzir eventos sem fins lucrativos, o valor da diária cai para R$ 300, mas o valor do cheque caução permanece o mesmo.
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