Carlos Carone
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A mesma droga que escraviza e tem o poder de controlar vidas por anos a fio também figura como protagonista de óbitos provocados por causas externas. No Distrito Federal, mais da metade das vítimas de homicídios dolosos praticados com arma de fogo tinham traços de cocaína, maconha ou das duas drogas juntas circulando pelas correntes sanguíneas.
Em um estudo denso e inédito, médicos-legistas e toxicologistas do Instituto Médico-Legal necropsiaram um universo de 470 corpos e o resultado foi emblemático: 235 vítimas (63%) haviam consumido drogas pouco antes de morrer.
O estudo caracteriza uma relação que há tempos especialistas em segurança pública e as estatísticas criminais fornecidas pela Polícia Civil do DF confirmam: existe uma estreita relação entre as mortes violentas e o uso e tráfico de drogas.
Quase sempre, o acerto de contas responde pelo fenômeno criminológico que explica os homicídios dolosos com emprego de arma de fogo. Para confirmar a tese, os estudiosos do IML apontaram, além do resultado toxicológico, o local, a idade e o sexo das vítimas.
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