Da Redação
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Faltam rampas e elevadores e sobram calçadas quebradas, pisos irregulares e buracos. Para quem anda a pé, os problemas listados são pequenos desvios no percurso. Mas se transformam em enormes empecilhos para quem tem alguma necessidade especial e depende de uma cadeira de rodas ou de muletas para se locomover. Em alguns pontos do campus da Universidade de Brasília (UnB), os obstáculos gerariam até mesmo a impossibilidade de chegar a alguns locais.
Uma estudante do curso de Desenho Industrial já está há pelo menos um ano sem poder participar das aulas em dois laboratórios por conta da ausência de acessibilidade. Mariana Camilo Flach, 26 anos, conta que anteriormente todas as aulas aconteciam no prédio do Instituto Central de Ciências (ICC), mais conhecido como Minhocão. Mas, por conta de uma reforma, duas salas do curso foram demolidas e os equipamentos e alunos transferidos para o prédio de Múltiplas Atividades.
O problema é que dois dos laboratórios foram instalados no primeiro andar e o prédio não possui acessibilidade – elevadores ou rampas são artigo de luxo no local. Mariana tem dificuldades para caminhar por causa de uma paraparesia espástica – problema neurológico que ocasionou a má formação dos joelhos.
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