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Brasília

Estrangeiro é preso após aplicar golpes em feirantes do DF e de Goiânia

Arquivo Geral

13/12/2011 18h26

Anderson Souza

anderson.souza@clicabrasilia.com.br

 

Um estrangeiro acusado de aplicar golpes em feirantes do Distrito Federal e Goiânia foi preso na madrugada desta terça-feira (13) no Cruzeiro Velho. R.S., de 39 anos, se apresentava para as vítimas como sendo indiano, embora possuísse documentos de Trinidad e Tobago. A polícia ainda investiga a sua verdadeira nacionalidade.

 

Segundo o delegado-chefe da 3ª Delegacia de Polícia (Cruzeiro Velho), Fernando César, o acusado se passava por promotor de eventos para fazer propostas de trabalho sempre na área de eventos, oferecendo inicialmente salários entre R$ 1.000 a R$ 1.500. “As vítimas, geralmente de feiras populares, caiam no golpe ao comprarem estandes para eventos que nunca chegariam a acontecer”, informa o delegado. 

 

Em alguns desses eventos, por exemplo, R.S. cobrava entre R$ 2.400 a R$ 9.600 por estande que mediam entre 4 m² a 16 m², de acordo com a posição da banca. De acordo com o delegado, R.S. se comunicava apenas em inglês com as vítimas, o que dava um ar de empresário internacional. “Além disso, ele recrutava, geralmente, mulheres jovens e com um bom currículo para dar a impressão de que o acordo era sério”, diz. As apurações apontam que pelo menos 15 vítimas, no DF e em Goiânia,  tenham caído no golpe.  

 

Na última segunda-feira (12), a 3ª DP foi informada sobre o caso pela delegacia de Sobradinho (13ª), que deu início a apuração depois de uma denúncia feita por uma mulher que era empregada da suposta feira. A vítima, que teria percebido o esquema, teve um prejuízo de aproximadamente R$ 7.000. O homem foi localizado em um hotel no Cruzeiro Velho e intimado a comparecer na delegacia. Lá, foi descoberto que ele já havia sido deportado por entrada irregular no país, no ano de 2008. “Ontem mesmo ele já recebeu notificação para sair do país no prazo de oito dias”, afirma o delegado.

 

Um caso que ainda deverá ser investigado é relacionado a supostos contratos que ele pode ter feito com o Governo do Distrito Federal, além de indícios do acusado ter prestado serviços com embaixadas do DF. “Ainda não podemos afirmar se os documentos são autênticos”, diz o delegado.

 

Ainda de acordo com as informações, ele deverá responder a principio, por estelionato, até que novas investigações apontem outros crimes, caso tenham ocorrido.

 

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