Menu
Brasília

Este sábado foi o dia mais seco do ano, segundo Inmet

Arquivo Geral

04/09/2010 19h07

Da redação
redacao@jornaldebrasilia.com.br

 

O Distrito Federal completou neste sábado (4) a triste marca de cem dias sem chuva. Também neste sábado, o DF registrou o dia mais seco do ano, com umidade relativa do ar de apenas 12%. De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), as médias climatológicas indicam que volta a chover apenas na segunda quinzena deste mês.

 

Para este domingo (5) , a umidade deve ficar em torno de 18%. No feriado da Independência, o céu deve permanecer claro a parcialmente nublado, com névoa seca e baixa umidade do ar, de acordo com a meteorologista Odete Chiesa.

 

O longo período de estiagem não é o maior já enfrentado por brasilienses. Em 1963, ano em que o Inmet iniciou os estudos meteorológicos na região, o DF passou 164 dias sem chuva. De acordo com a meteorologista Maria das Dores de Azevedo , do Inmet, a última chuva registrada no DF em 2010 foi dia 26 de maio. ” Já passamos por cem dias sem chuva em outros 11 anos”, conta. Em 1989, tivemos a menor seca do DF, com duração de apenas 32 dias.
 

A moradora do Pedregal, Sandra Elizabete de Souza tem 37 anos e trabalha como babá no Sudoeste. “Cuido de duas crianças, uma de quatro e outra de sete anos. Elas são as que mais sofrem com isso”, conta. De acordo com ela, os meninos têm crises alérgicas frequentes. “O jeito é beber muita água, sucos naturais, colocar um soro fisiológico no nariz e torcer para a chuva vir logo”, diz, esperançosa. Na falta do umidificador de ar, a babá conta que utiliza uma bacia com água no quarto para atenuar os efeitos da seca.

Os sintomas causados pelo longo período de baixa umidade são muitos. “Para quem tem rinite alérgica e sinusite com eu, os sintomas pioram muito. Além disso, a pele fica tão ressecada que causa até coceira”, diz Maria Dulcinete Lima, 37 anos. Ela conta que uma amiga coçou tanto a pele devido ao ressecamento que provocou feridas pelo corpo. Cozinheira, Dulcinete não abre mão da hidratação, com o consumo de “muita água”, e da alimentação, com a ingestão de pratos mais leves, evitando as massas.

 

Leia a matéria completa na edição deste domingo (5) do Jornal de Brasília

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado