Jéssica Antunes
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O governador Ibaneis Rocha (MDB) revelou que a operação da Polícia Federal e do Ministério Público Federal do DF (MPF-DF) contra a ex-cúpula do Banco de Brasília (BRB) era previsto. O chefe do Executivo afirma que tinha notícias de que as coisas por lá “não andavam muito bem” e diz que outras coisas precisam ser apuradas. Na nova gestão, ele garante trabalhar para impulsionar a instituição: “eu espero que o BRB agora pare de servir pessoas e passe a servir a sociedade”.
A operação deflagrada na manhã desta terça-feira (29) investiga suposto esquema de pagamento de propinas de R$ 16,5 milhões de fundos de pensão de estatais e órgãos públicos a diretores e ex-diretores do banco na gestão de Rodrigo Rollemberg (PSB), em troca de investimentos em projetos como o do Trump Hotel, localizado no Rio de Janeiro e atualmente conhecido como LSH Lifestyle.
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“O que posso garantir é que, da nossa gestão, os nomes indicados são da mais extrema qualidade. O presidente é vice-presidente de carreira da Caixa Econômica Federal e dei liberdade total na nomeação das diretorias”, afirma o emedebista. Para dar uma guinada no banco da capital, ele têm se reunido, até com certa frequência, com a cúpula da instituição. Os envolvidos se debruçam em projetos diversos.
O governador exemplifica as projeções. Entre eles, “vários projetos na área de habitação para ajudar principalmente na compra dos lotes que vão ser vendidos pela Terracap ou pelo Governo Federal pela questão da regularização fundiária”. Além disso, está em andamento a análise de projetos para tratar se superendividados, principalmente servidores públicos que passam dificuldades.
“Vamos reinserir o BRB na vida dos brasilienses. Vamos dar outra característica para o banco”, garante Ibaneis. A intenção é tornar a entidade um banco regional, trazendo contas de outros estados. A negociação já ocorre com Mato Grosso, que deve ter a folha de pagamento pelo Banco de Brasília. “É uma nova Era”, valoriza.