Raphaella Sconetto
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Vasco Cunha Gonçalves, 49 anos, é um dos alvos da operação Circus Maximus, que investiga um suposto esquema de pagamento de propinas de R$ 16,5 milhões a diretores e ex-diretores do Banco de Brasília (BRB), em troca de investimentos em projetos como o do hotel LSH Lifestyle. O administrador foi nomeado e assumiu, nessa segunda-feira (28), a presidência do Banco do Estado do Espírito Santo (Banestes).
Em um texto publicado no próprio site do banco capixaba, o novo presidente afirmou que “pretende ampliar, por meio dos canais digitais, a oferta de produtos e serviços para os clientes”.
A reportagem não conseguiu entrar em contato com Vasco Cunha. Procurado, o Banestes também não respondeu aos questionamentos do Jornal de Brasília.
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Vasco Gonçalves é formado pela Universidade do Estado da Bahia (Uneb) em Administração, com habilitação em Comércio Exterior e é pós-graduado em Finanças, pelo Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais (IBMEC).
Até o início deste mês, Gonçalves era o diretor-presidente do Banco de Brasília (BRB), função que exerceu por quatro anos. Aqui, ocupou diversos cargos na instituição financeira, como o de diretor do Fundo de Pensão, superintendente financeiro, de Governo e de recuperação de crédito, e superintendente de controladoria.

Agentes da Polícia Federal fizeram buscas na sede do BRB. Foto: Raianne Cordeiro/Jornal de Brasilia
Circus Maximus
Os mandados de prisão e de busca e apreensão no BRB miram dirigentes atuais e já afastados do BRB, expedidos pela 10ª Vara da Justiça Federal em Brasília. Entre os investigados, além de Vasco, estão os diretores Financeiro e de Relações com Investidores, Nilban de Melo Júnior, e de Serviços e Produtos, Marco Aurélio Monteiro de Castro. Os três são alvo de mandados de prisão.
A operação, batizada de Circus Maximus, também mira Diogo Cuoco e Adriana Cuoco, respectivamente filho e nora do ator Francisco Cuoco. Eles são suspeitos de lavar dinheiro para o esquema. Outro alvo é Paulo Renato de Oliveira Figueiredo Filho, neto do general João Baptista Figueiredo, último presidente do Brasil durante a ditadura militar.
Subornos foram pagos a dirigentes do BRB para que eles liberassem recursos de fundos de pensão de estatais e de órgãos públicos, administrados pelo banco, e da própria instituição financeira para os projetos que davam prejuízo e não passavam por análise técnica adequada, entre eles o do hotel.