Carolina Tulim
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Aampliação do segmento de linhas executivas no transporte coletivo – anunciada pelo presidente da Sociedade de Transportes Coletivos de Brasília (TCB), Carlos Alberto Koch Ribeiro – pode ter reflexos muito positivos no trânsito no Distrito Federal. A avaliação é unânime entre especialistas do setor. Conforme antecipou na edição de ontem do Jornal de Brasília, a estatal começa a operar, até o final deste mês, um projeto-piloto que ligará Águas Claras ao Plano Piloto, ideia que posteriormente deverá ser expandida para toda a capital federal.
De acordo com Raphael Henrique Matos, mestre em Transportes pela Universidade de Brasília (UnB), a proposta tem potencial de diminuir de forma expressiva o número de veículos nas vias da cidade, uma vez que se direciona a um perfil de usuário que não é atendido pelas linhas convencionais.
“São indivíduos com bom poder aquisitivo e alto nível de escolaridade, que provavelmente não se furtarão a deixar o carro em casa e pagar uma tarifa um pouco maior se o serviço for, de fato, diferenciado”, diz. Segundo Matos, isso traria melhor qualidade de vida a estas pessoas, que não precisariam mais dirigir até o trabalho nem se preocupar com estacionamento, um dos grandes problemas do Plano Piloto.
Questão cultural
No entanto, para que o brasiliense troque o conforto do automóvel pelo ônibus executivo, é preciso que haja uma quebra de paradigma. “Em Brasília, como a mobilidade a pé é muito limitada e o transporte público deixa a desejar, a cultura do carro é muito forte. Será necessário investir em campanhas de conscientização para que haja uma mudança de mentalidade”, diz o especialista.
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