O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou nessa quarta-feira (04) o início da terceira etapa de avaliação do Programa Nacional de Acesso e da Qualidade da Atenção Básica (PMAQ). A solenidade no auditório da Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS) contou com a presença do representante da OPAS, Joaquim Molina e do secretário de Saúde do DF, Rafael Barbosa.
Ao falar da importância do PMAQ, o ministro da Saúde destacou que a “Atenção Básica é a porta de entrada, o pilar do sistema de saúde”. Serão avaliadas 17.482 Equipes de Saúde da Família que atendem 3.972 municípios brasileiros. O PMAQ, criado em 2011, destina mais recursos para as Unidades Básicas de Saúde que cumprem metas de qualificação do trabalho das equipes de saúde. Neste ano, ao todo, serão destinados quase R$ 800 milhões para as equipes bem avaliadas pelo PMAQ. As equipes que atingirem padrões de qualidade poderão receber até o dobro dos recursos no próximo ano.
Durante três meses 800 avaliadores percorrerão os municípios para entrevistar mais de 70 mil usuários. Todos serão visitados para avaliação das condições de funcionamento, equipamentos disponíveis, acessibilidade, redução de tempo de espera e disponibilidade de medicamentos.
Durante a solenidade na OPAS foi anunciada, ainda, a implantação do sistema de monitoramento com informações sobre atendimento das equipes de Atenção Domiciliar. As equipes preencherão formulário diário que alimentará o sistema mensalmente. A partir de junho, os profissionais contarão com smartfone e no segundo semestre já estará disponível a versão online, com informações em tempo real.
As avaliações do PMAQ foram iniciadas em novembro do ano passado e continuam até julho, quando todas as equipes de atenção básica já terão sido visitadas por uma equipe de avaliadores da qualidade.
Pelo programa, serão verificados indicadores como atendimento pré-natal, acompanhamento de pessoas em situação crônica, redução do tempo de espera por consulta e adequada atenção à saúde do idoso.
Parceria com escolas particulares – Nessa quarta-feira o Ministério da Saúde também assinou acoro de cooperação técnica com a Federação Nacional das Escolas Particulares. Alunos de estabelecimentos particulares em todo Brasil receberão cartilhas com dicas sobre alimentação saudável, alertando para o perigo da obesidade.
Dados do Ministério da Saúde mostram que, no Brasil, 30% das crianças com idade entre 5 e 9 anos e 20% dos adolescentes estão acima do peso. “Vamos desenvolver hábitos saudáveis nessa geração para não termos uma geração de obesos no futuro”, disse o ministro Alexandre Padilha ao lembrar problemas que podem ser causados pela obesidade, como doenças cardiovasculares, diabetes, hipertensão e câncer de mama.