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Brasília

EPTG representa risco para 140 mil usuários

Arquivo Geral

04/01/2012 7h10

 

Vinícius Borba
vinicius.borba@jornaldebrasilia.com.br

 

 

Um  acidente com capotagem trouxe à tona os problemas não solucionados da Estrada Parque Taguatinga-Guará (EPTG), que põe a vida dos mais de 140 mil motoristas que circulam pelo local diariamente sob riscos.  Um Peugeot 207 perdeu o controle chocando-se contra um poste e uma placa de sinalização.  O acidente expôs a falta de sinalização das faixas de rolagem em pontos de cruzamento da pista, assim como na saída do viaduto do SIA. O Departamento de Estradas e Rodagem (DER) afirma que estão em licitação serviços básicos como drenagem. A medida poderia ter evitado a morte do médico Victor Hugo Moura, que morreu no último dia 31, após uma aquaplanagem na pista.

Por volta de 10h de ontem, o veículo Peugeot 207,  conduzido pela motorista Maryanne Leite Gurgel, de 52 anos, seguia pela EPTG e teria tentado entrar no acesso ao Setor Habitacional Lúcio Costa, no sentido Plano Piloto/ Taguatinga, quando teria encostado num táxi  e perdeu o controle do veículo. O carro conduzido por Maryanne,  subiu o meio-fio e destruiu um poste e uma placa de sinalização capotando.

  O Corpo de Bombeiros realizou socorro e a vítima  teve  escoriações leves apesar do impacto. No local, o motorista do outro veículo envolvido na batida, o taxista Francisco de Oliveira, mostrou preocupação com a EPTG mal sinalizada. “A batida foi  pela falta de sinalização das pistas de rolagem.  A EPTG hoje é uma via assassina”, disse o motorista.

O fato ilustra a falta de estrutura que  aflige os mais de 140 mil motoristas que circulam pela via diariamente. A falta de sinalização das faixas de rolagem que orientam os motoristas também pode ser observada  na saída do viaduto do SIA, que dá acesso à EPTG. Do outro lado da via, um trecho do acostamento está prestes a ceder, podendo destruir ainda mais o asfalto por um dreno que entupiu. Canaletas de escoamento d’água também estão entupidas pela lama que desce dos taludes pela falta de grama.

Só após as chuvas

Segundo o diretor-geral do DER, Fauzi Nacfur, a liberação das pistas mesmo sem a conclusão devida foi necessária pois os desvios feitos para a realização dos trabalhos apresentavam ainda maiores riscos para os motoristas. De acordo com o diretor, quatro licitações importantes para a finalização da via estavam travadas pelo Tribunal de Contas e só no fim de 2011 tiveram andamento. Grama, sinalização, drenagem e defesas metálicas estavam impossibilitadas de seguir até agora. Segundo Nacfur, grama e sinalização já foram liberadas, e estão em execução. “As faixas de rolagem ainda não sinalizadas têm um problema, pois a chuva impede sua pintura que exige total secura para pintura à quente”, afirmou o diretor.

 Leia mais na edição desta quarta-feira (04) do Jornal de Brasília.

 

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