Carlos Carone
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Autoridades de todas as esferas governamentais estiveram no Centro de Convenções de Luziânia, na Região Metropolitana do Distrito Federal. Em meio às presenças ilustres, a ausência mais sentida foi a apresentação de medidas concretas de combate à violência durante o “1º Colóquio sobre Segurança Pública no DF e Entorno”. O governador do DF, Agnelo Queiroz, chegou à cerimônia na companhia do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo (PT).
Preocupada com os números, a cúpula da segurança goiana lançou um plano de desarmamento. “Temos cerca de 75% dos homicídios cometidos por pessoas armadas. Vamos trabalhar para tirar o maior número possível de armas das ruas. Para isso, estamos lançando um pacote de medidas”, anunciou o secretário de Segurança de Goiás, João Furtado.
Tanto os discursos do governador do DF, Agnelo Queiroz, quanto do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, exaltaram a necessidade de um trabalho de integração entre os dois governos e a União para combater a criminalidade na Região Metropolitana. Agnelo destacou que o DF está disposto a utilizar homens da Polícia Militar e da Civil para auxiliarem em investigações em terras goianas. Já Cardozo garantiu que o planejamento para conter a violência está em curso.
O programa de desarmamento lançado ontem irá gratificar as pessoas que entregarem armas de fogo em um dos 114 pontos montados em 46 cidades no estado goiano. Oito dos locais funcionarão 24 horas por dia. “As pessoas não precisarão mais se identificar e, dependendo do calibre de cada arma, a gratificação irá variar de R$ 100 a R$ 300”, destacou João Furtado. Policiais que apreenderem armas terão R$ 100 somados aos salários por unidade apreendida.
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