Sheila Oliveira
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A Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos do Distrito Federal (Semarh) não abrirá mão de receber a multa de R$ 748 mil aplicada à empresa Brasal Refrigerantes por vazamento de produto químico no Córrego Riacho Fundo, constatado em 29 de setembro deste ano pelos técnicos do Instituto do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos do Distrito Federal (Ibram), Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap) e Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb).
Na última segunda-feira, o Ibram indeferiu o pedido de cancelamento da multa feito pela empresa. De acordo com a Semarh, a Brasal Refrigerantes ainda pode recorrer em segunda instância do processo. “É um direito que a empresa tem, de recorrer à Semarh, mas já adiantamos que não vamos abrir mão de receber a multa, mesmo que o problema tenha sido sanado, conforme constataram os técnicos do Ibram”, explica o secretário da Semarh, Eduardo Brandão.
Procurada pela reportagem do Jornal de Brasília, a Brasal Refrigerantes não quis se manifestar sobre o assunto.
O vazamento do produto químico, usado especificamente na fabricação de refrigerantes, segundo o relatório do Ibram, ocorreu por causa de uma rachadura da manilha subterrânea da empresa que deságua na nascente do Córrego Riacho Fundo. “Após notificação, a empresa consertou o problema. Mas é preciso que a Brasal Refrigerantes entenda que é um acidente grave, que afetou, inclusive, moradores da região”, esclarece Brandão.
A nascente do Córrego Riacho Fundo fica próximo à área rural Granja Modelo, localizado no Riacho Fundo I, às margens da BR-060. A região abriga quase 50 famílias, sendo que algumas moram a menos de cinco metros da vala de concreto, construída há cinco anos, que liga a rede fluvial de Taguatinga Sul à do Riacho Fundo.