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Brasília

Emprego: mais de 31 mil oportunidades oferecidas em 2011 não foram preenchidas no DF

Arquivo Geral

11/01/2012 7h06

Kamila Farias
kamila.farias@jornaldebrasilia.com.br

 

 

Durante 2011, mais de 31 mil vagas de trabalho ficaram em aberto na Agência do Trabalhador. Apesar de não haver cadastro sobre os motivos do não preenchimento, acredita-se que boa parte seja pela falta de qualificação dos candidatos. Apesar disso, mais de 7,5 mil pessoas conseguiram emprego por meio da agência no ano passado.

 

“Tem a vaga e tem o trabalhador, mas entre eles têm um problema, não têm a qualificação”, afirma Gilberto Portes de Oliveira, gerente da Agência do Trabalhador do Plano Piloto. A estimativa, segundo ele, é que em 2012 o desemprego diminua devido aos cursos de qualificação que o governo desenvolverá.

 

Segundo dados da Secretaria do Trabalho, 80% das oportunidades de emprego na Agência do Trabalhador pede candidatos com níveis fundamental e médio de escolaridade. Há pouquíssimas vagas para Ensino Superior e lá, esses candidatos encontram mais dificuldade. “Os empregadores têm medo de contratá-los, porque eles podem largar o serviço pouco depois se encontrar algo melhor”, explica o gerente.

 

Mesmo com a maior oferta de vagas para candidatos com níveis médio e fundamental, está entre eles o maior índice do desemprego, segundo pesquisa do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Em 2010 – último dado disponível – 13,6% da população estavam desempregada, sendo que 22,6% possuíam o Ensino Fundamental. E, por último, com 5,6%, estão pessoas com Ensino Superior.

 

Luiza Pontes, 25 anos, concluiu o Ensino Médio e procura emprego. “O importante é trabalhar. Estou topando qualquer emprego. Não tenho nenhum curso e nem condições de pagar, por isso quero arranjar um emprego, para conseguir pagar um curso na área de Turismo”, afirma.

 

Adriana Moreira também quer um rumo novo em 2012. Desempregada há três meses, ela diz que já obteve indicações da Agência do Trabalhador, mas ainda não conseguiu ser contratada. “Entrevistas não são garantia de emprego. A situação está difícil. Preciso arranjar um jeito de me destacar”.

 

 

Leia mais na edição impressa desta quarta-feira (11) do Jornal de Brasília.

 

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