A Emater-DF iniciou um novo ciclo de oficinas no PAD-DF, no Paranoá, com foco em levar transformação digital às propriedades rurais. A iniciativa capacita agricultores familiares para o uso de serviços públicos digitais, ferramentas de gestão e recursos de inteligência artificial, com o objetivo de facilitar o dia a dia no campo e ampliar as possibilidades de divulgação e comercialização dos produtos.
A primeira oficina foi realizada em 19 de junho, com produtores das comunidades VC-401 e Quebrada dos Neres. A segunda etapa ocorreu nesta quinta-feira (2), na comunidade Café Sem Troco, dando continuidade ao trabalho de inclusão digital desenvolvido pela empresa.
Durante os encontros, os participantes aprendem a acessar plataformas como o Gov.br, utilizar aplicativos e conhecer ferramentas de inteligência artificial que podem apoiar a gestão da propriedade, reduzir deslocamentos e agilizar a resolução de demandas. As oficinas também apresentam soluções voltadas à elaboração de textos, criação de logomarcas, desenvolvimento de materiais de divulgação e produção de conteúdos para redes sociais.
Segundo o extensionista Bruno Gimenez, a iniciativa surgiu a partir de demandas identificadas no atendimento às comunidades rurais. Ele afirmou que a proposta busca facilitar a vida do produtor rural e também o trabalho da equipe, com menos deslocamentos para assinatura de documentos. Gimenez disse ainda que muitos produtores não utilizavam a plataforma Gov.br ou haviam perdido o acesso, o que abriu espaço para novas demandas ligadas ao universo digital, como o uso da inteligência artificial, a identificação de notícias falsas e a produção de conteúdos para divulgar os próprios produtos.
Para a produtora rural Maria Zélia de Noronha, que cultiva plantas medicinais, aromáticas e ornamentais na região, a capacitação trouxe esclarecimentos sobre inteligência artificial e sobre como identificar informações falsas na internet. Ela destacou a importância de receber esse conhecimento na própria comunidade e afirmou que a iniciativa abre novas oportunidades e incentiva o produtor a continuar aprendendo e inovando.
O ciclo de oficinas terá continuidade nas comunidades dos assentamentos Patrícia Aparecida e Estrela da Lua.
*Com informações da Agência Brasília