Da Redação
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Apouco mais de 20 quilômetros do centro da capital do País, Sobradinho é uma das regiões administrativas do Distrito Federal privilegiadas pela natureza. Com muitos morros, cachoeiras, clima ameno e belezas naturais, a cidade seria um ótimo convite à tranquilidade, mas os moradores reclamam: falta policiamento.
De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Sobradinho cresceu quase três vezes mais que todo o DF. Ao todo, cerca de 130 mil pessoas vivem na região. Entretanto, o aumento populacional trouxe problemas para a estrutura da, até então, pacata cidade. Áreas verdes localizadas entre os conjuntos habitacionais, que antes eram usadas para lazer e convívio dos moradores, hoje servem de abrigo para usuários de drogas, ou são usadas como depósitos de lixo.
Moradora da Quadra 6, a dona de casa Maria das Graças Valverde, 60 anos, diz que a região está abandonada. “Em todas as quadras os moradores têm essa faixa verde na parte de traz das casas. Antes reuníamos a vizinhança para conversar debaixo das árvores e as crianças brincavam tranquilamente, por ser um local em que não transitam carros. Hoje isso é impossível”.
A insegurança e a falta de manutenção são os principais motivos. “Nunca vi essa cidade tão abandonada. Esta área próxima a minha casa só está limpa porque contrato uma pessoa para capinar e retirar o lixo”, afirma o aposentado Antônio de Freitas Martins. Outro problema apontado pelo morador é a grande quantidade de usuários de droga que circulam pelo local. “A partir das 16h não saio nem na porta. É comum ver eles se abaixando nos matos ou subindo em árvores para se esconder. Por isso, fico com tudo trancado”, ressalta.
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A reclamação é a mesma da maioria dos moradores. “Sobradinho é uma cidade serrana e tinha tudo para ser um lugar melhor, mas está faltando policiamento”, destaca o aposentado Pedro de Assis Martins. Ele é morador da Quadra 3 e diz que a situação está assim em todas as quadras da região. “É sempre a mesma coisa, gente usando droga, roubando carros e deixando sujeira”, alega Assis.
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