Carlos Carone
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Uma série de mortes violentas manchou de sangue o feriado de 15 de novembro no Distrito Federal e na Região Metropolitana. Apenas nos últimos quatro dias, dez pessoas foram assassinadas, média superior a dois homicídios a cada 24 horas. Os números preocupam a cúpula da segurança pública que assistiu o DF alcançar os 550 homicídios nos primeiros dez meses deste ano. Nas ruas a insegurança aumenta.
Com a Polícia Civil do DF e do Entorno em greve a população sofre com a sensação de impunidade dos crimes.
O último sábado registrou metade de todas as mortes que ocorreram no feriado. Duas vítimas morreram em cidades do DF, outras três em municípios da Região Metropolitana. Sinais de violência extrema marcam os dois casos ocorridos no Recanto das Emas e no Lago Norte.
Em um deles, um chacareiro cadeirante, de 55 anos, foi morto a pauladas enquanto trabalhava. Vilmondes Pereira Cardoso foi amordaçado e teve os braços presos com cordas por dois criminosos. E. M.S, 34 anos, e um adolescente de 17 invadiram a chácara onde Vilmondes trabalhava, na ML 6, na DF-005, no Setor de Mansões do Lago Norte. Os dois roubaram um revólver calibre 38 e agrediram o cadeirante com pauladas na cabeça. Ambos acabaram detidos.
Do outro lado do DF, o proprietário de um bar foi assassinado com cinco tiros no balcão do seu estabelecimento, na Quadra 113 do Recanto das Emas. José Francisco da Silva, 40 anos, atendia clientes no momento em que um homem encapuzado chegou em uma bicicleta. Testemunhas contaram que ele se aproximou de José, sacou uma arma da cintura e efetuou cinco disparos.
No mesmo dia, a Polícia Militar ainda prendeu um homem por roubo e tentativa de estupro no Itapoã.
Uma ocorrência de tentativa de homicídio também foi registrada em Taguatinga. Um rapaz de 18 anos levou quatro tiros mas sobreviveu após ser atendido no hospital da cidade.
O volume de homicídios e as diferentes circunstâncias de cada um possibilitaram que fosse traçado um perfil criminológico de alguns casos. Segundo o diretor do Núcleo de Segurança Pública da Fundação Universa, George Felipe de Lima Dantas, é possível notar nos homicídios registrados no feriado a relação com a tipologia de locais e públicos onde eles costumam ocorrer. “É significativa a identificação de bares e restaurantes com essas ocorrências. Fica notável, mais uma vez, a correlação entre consumo de álcool e violência. Não menos notável é a prevalência de armas de fogo como instrumentos para a prática de homicídios”, comentou Dantas.
Foi também em frente a um bar, ontem, no Riacho Fundo II, que um homem de 46 anos, foi esfaqueado. Segundo testemunhas, J.S.L estava bêbado. A facada atingiu o pulmão homem. Ninguém foi preso.
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