Carlos Carone
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Onúmero alarmante de mortes em consequência da violência no trânsito motivou a Organização das Nações Unidas (ONU) a estabelecer todo o terceiro domingo do mês de novembro como o Dia Mundial em Memória às Vítimas de Trânsito. Com uma triste estatística no currículo, o Distrito Federal, que contabilizou 360 mortes nos primeiros nove meses deste ano – uma média de uma a cada 18 horas – contra 334 no ano passado, realizará uma missa em homenagem às pessoas que perderam a vida neste ano.
O Departamento de Trânsito (Detran) promove, na quarta-feira, a cerimônia em intenção das vítimas de acidentes de trânsito. A missa ocorrerá na Catedral Rainha da Paz (Eixo Monumental), às 19h. Além da missa, o Detran vai promover blitze educativas com a presença de bonecos gigantes e distribuição de material educativo intitulado “Chega de acidentes!”.
Com base nos registros de acidentes fatais, o Detran conseguiu definir o perfil das pessoas que mais morrem nas vias do DF. Mesmo com toda a cultura adotada sobre a faixa de pedestre e a suposta educação no trânsito do brasiliense, a maioria das mortes registradas neste ano é de pedestres, 78 no total. Os condutores de veículos envolvidos nos acidentes fatais aparecem em segundo lugar, com 49 registros. Considerado um meio de transporte perigoso, que se torna ainda mais letal quando é associado à imprudência, os motociclistas estão em terceiro lugar no ranking das maiores vítimas no trânsito, com 45 mortes.
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