Gabriela Coelho
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Aonda de crimes violentos assusta os moradores de Brasília e regiões administrativas. Só no mês de março, foram 88 homicídios, uma média de quase três por dia. No último final de semana, foram registrados 13 homicídios, além de tiroteios e tentativas de assassinato. Um dos casos mais recentes foi na madrugada de ontem, na comercial da 110 Sul, quando um vigilante foi morto a facadas.
O corpo de F.C.S., 27 anos, foi encontrado próximo à tesourinha de acesso às quadras 109 e 110 Sul. A vítima levou várias facadas. O caso está sendo investigado pela 1ª Delegacia de Polícia, responsável pela região. De acordo com o delegado-adjunto da 1ª DP, Johnson Monteiro, F.C.S. era morador de Planaltina. “Durante a noite o rapaz trabalhava informalmente como vigia e fazia ronda pelos prédios da comercial da 310 Sul em troca de gratificações dos comerciantes locais”, disse.
Segundo ele, o homem foi encontrado com duas facadas no pescoço e três nas costas. “A polícia suspeita que o motivo do crime tenha sido uma tentativa de roubo ocorrida em fevereiro deste ano, uma vez que a vítima teria tentado impedir a ação dos criminosos e estava sofrendo constantes ameaças”, explicou.
MEDO
Segundo o gerente de uma loja, H.L.F.M., 34 anos, o local é muito perigoso. “Ninguém anda sozinho aqui depois das 19h. É só os comerciantes fecharem as lojas que os mendigos e traficantes tomam conta do local”, afirmou o homem.
Para o consultor em segurança pública George Felipe Dantas, não há surpresa na quantidade de homicídios registrados, tanto no DF quanto na Região Metropolitana. Para ele, até o crescimento econômico do País tem algum tipo de influência nessas ocorrências criminosas. “É visível que nessas noites de comemorações ocorre grande consumo de álcool e entorpecentes, e a violência, geralmente, tem ligação direta com essas substâncias”, afirmou.
Segundo Dantas, a explosão de homicídios está ligada às drogas. “O DF atravessa uma severa epidemia de crack na qual o principal sintoma são os crimes violentos. O que está ocorrendo é uma vitimização das pessoas que, de alguma forma, estão ligadas ao mundo das drogas, seja consumindo ou traficando”, disse.
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