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Brasília

Em de 48 horas, 19 pessoas foram mortas na Região Metropolitana

Arquivo Geral

02/01/2012 23h00

 

Vinícius Borba
vinicius.borba@jornaldebrasilia.com.br

 

 

Chegou a 19 o número de assassinatos registrados no DF e Região Metropolitana desde a noite de sexta (30) até a manhã desta segunda-feira (2). Além disso, foram 23 tentativas de homicídio só no DF.  Na Região Metropolitana, 12 pessoas perderam a vida nesse período. O número exemplifica uma realidade triste: a quantidade de homicídios, de janeiro a novembro de 2011 aumentou 21% nos 19 municípios da Região Metropolitana. Especialistas apontam que o consumo excessivo de álcool e entorpecentes pode ser uma das causas para tantas mortes.

 

No Jardim Ingá, bairro do município de Luziânia (GO), foram registrados três das ocorrências, sendo uma delas triplo homicídio, por volta de 3h do primeiro dia do ano. O crime foi na rua 9 de Julho, Quadra 59, onde acontecia uma festa de comemoração do Réveillon. De acordo com informações do Centro de Operações da Polícia Militar de Luziânia, tudo teria começado com uma briga de trânsito que envolveu um das vítimas. Depois da briga, o suspeito teria ido até a casa onde a festa acontecia armado e baleado três homens.

 

Mesmo com a presença da tropa da Força Nacional, enviada pelo Ministério da Justiça para fortalecer o policiamento, os dados mostram que os registros de homicídios passaram de 489 para 591 nos 11 primeiros meses de 2011, na região. Uma das reclamações da população é a não  contratação dos 370 policiais civis aprovados em concursos no estado de Goias, mas não admitidos. A validade do concurso expirou e nenhum agente foi chamado para atuar na região. Hoje, são apenas 390 homens que devem proteger cerca de um milhão de habitantes.

 

 Para o coronel Alexandre Freitas Elias, do 5° Comando Regional da PM, de Luziânia, o crescimento do número de homicídios seguiu uma tendência de quatro anos, com a alta no número de crimes, mas a região também apresentou avanços no planejamento pela busca de políticas públicas de segurança. “Este ano,  conseguimos traçar um diagnóstico profundo sobre todas as necessidades de segurança, educação e saúde para nossa região, o que facilitará a implementação de programas e políticas públicas com apoio do Governo do Distrito Federal e também da União, como o PAC do Entorno que é aguardado em breve”, disse o coronel Elias.

EXCESSOS

Para o professor do Núcleo de Segurança Pública da Fundação Universa, George Felipe Dantas, não há surpresa na quantidade de homicídios registrados, tanto no DF quanto na Região Metropolitana. Para ele,  até o crescimento econômico do País tem algum tipo de influência nessas ocorrências criminosas. “É visível que nessas noites de comemorações ocorre grande consumo de álcool e entorpecentes, e a violência, geralmente, tem ligação direta com essas substâncias. Outra questão é o crescimento econômico do País que tem levado mais e mais brasileiros para a classe média, permitindo maior consumo e, a partir daí, permitindo também o aumento de consumo de bebida nas comemorações, apesar das inúmeras variantes que permeiam a segurança pública”, disse George Dantas.

 

Leia mais na edição desta terça-feira (03) do Jornal de Brasília.

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