Gabriela Coelho
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Duas famílias viveram momentos de pânico com a invasão de criminosos a suas residências. Em um dos casos, em Águas Claras, a polícia chegou a usar a polêmica arma de choque taser para render um adulto e dois menores. No outro, no Guará, os bandidos fugiram com os bens da família e são procurados por agentes da Delegacia de Repressão ao Sequestro (DRS).
Na Área de Desenvolvimento Econômico (ADE) de Águas Claras, quatro pessoas foram mantidas reféns por T.R.F.S., 19 anos, e uma menina de 14 anos. Segundo o delegado de plantão da 21ª Delegacia de Polícia (DP), Lúcio Valente, o casal estaria apenas procurando um local para se esconder, após uma troca de tiros, ocorrida por volta das 3h de ontem. Eles tiveram facilidade em invadir o imóvel graças ao descuido dos moradores, que deixaram a portaria e a porta do imóvel abertas.
“A polícia acredita que eles tenham encontrado um desafeto. O casal estava acompanhado de outro adolescente que não conseguiu entrar no prédio e foi apreendido”, afirmou. “No apartamento havia quatro pessoas. Três delas se trancaram no quarto, quando notaram a invasão, e um outro continuou dormindo”, disse o delegado.
O copeiro que ficou sozinho no quarto com os suspeitos, A.C.B.R., 19 anos, contou com detalhes os momentos de terror. “Conversavam muito baixo e quase não dava para escutar. Alguns minutos depois, o homem tomou três comprimidos e os dois dormiram”, afirmou. A.C.B.R., percebeu a oportunidade e saiu do quarto. “Eu corri para o banheiro e falei com os outros que estavam no outro quarto”, disse.
M.A.F.L., 24 anos, E.F.L., 22 anos, e F.L.C., 20 anos, contaram que ficaram nervosos. “Assim que entramos no quarto, mandei mensagem para o celular da minha cunhada, que ligou imediatamente para a polícia”, afirmou M.A.F.L.
Passagens
No apartamento, a polícia encontrou uma arma calibre .32. T.R.F.S. já tinha passagens na polícia por receptação, lesão corporal e porte de drogas e pode ser condenado a até 17 anos de prisão, pelo crime de cárcere privado, cárcere privado e porte de armas. Os dois adolescentes foram encaminhados para a Delegacia da Criança e do Adolescente (DCA II). Segundo o delegado todos os suspeitos estavam sob o efeito de entorpecentes.
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