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Brasília

Eletricista do DFTrans devolveu 500 das 1,5 mil câmeras roubadas do órgão

Arquivo Geral

16/06/2012 11h17

Vinícius Borba

vinicius.borba@jornaldebrasilia.com.br

 

O autor do furto de 1.578 câmeras que seriam instaladas em ônibus se apresentou à Polícia Civil e confessou o crime. Ele devolveu cerca de 500 câmeras. O homem era eletricista terceirizado do Transporte Urbano do Distrito Federal (DFTrans) e teria cometido os furtos entre fevereiro e junho deste ano, segundo informações da polícia. Apesar da recuperação de parte das câmeras, outras mil teriam sido entregues a um traficante por dívidas de drogas de um irmão do eletricista. O prejuízo pode passar de R$ 400 mil,  segundo o DFTrans.

 

Antes que  L.S.F., de 33 anos, se entregasse,  agentes da 3ª Delegacia de Polícia (Cruzeiro) iniciaram as buscas aos suspeitos. A polícia chegou ao nome de   L.S.F. depois de ouvir cerca de dez servidores do DFTrans, e ainda os dois homens presos por receptação vendendo os equipamentos na Feira dos Importados. Porém, ele se apresentou espontaneamente e responde pelo crime em liberdade.

 

Um quarto envolvido foi descoberto pelas investigações. J.M.A.D., que teria repassado as câmeras de segurança do eletricista para os dois vendedores da Feira no Setor de Indústrias e Abastecimento (SIA), continua foragido.

 

Segundo o delegado-adjunto da 3ª DP, André Fonseca, o eletricista teria praticado os furtos utilizando-se da condição de pleno acesso aos serviços e espaços do DFTrans, uma vez que atuava no órgão há pelo menos quatro anos. 

 

“Ele confessou que chegava a roubar de 20 a 50 câmeras por vez. O acusado usava caixas de papelão, caixas normais com as quais entrava no prédio, e por um forro da sala onde ficavam guardadas as câmeras, retirava os objetos. Mas saía sem nenhuma fiscalização. Essa era a falha de segurança do local”, disse o delegado.

 

Fins de semana

Para o chefe da Assessoria Jurídico-Parlamentar do DFTrans, Samuel Santos, não houve falha de segurança na guarda dos equipamentos. “Ele tinha pleno acesso aos locais, pois era um servidor que realizava um serviço muito específico, há quatro anos, e vinha no fim de semana quando quase ninguém trabalhava. A princípio, você não desconfia”, afirmou. Ainda assim, segundo o assessor, assim que foi constatado o furto, a queixa foi registrada, em 5 de junho. 

 

Segundo o delegado, foi evitado um prejuízo de pelo menos R$ 125 mil. Porém, dados do DFTrans apontam que a compra teve valor estimado de até R$ 600 mil. Portanto, o prejuízo do furto dos equipamentos pode ter ficado em torno de R$ 475 mil.

 

De acordo como delegado André Fonseca, uma Ação Civil Pública do Ministério Público pode exigir o ressarcimento dos recursos. “Caso fique constatada alguma forma de negligência do órgão na segurança do local, esse prejuízo pode ser ressarcido aos cofres públicos, mas vamos tentar reaver o máximo de câmeras possível”.

 

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