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Brasília

Edifício de Águas Claras pode ter sido construído sob mina d’água

Arquivo Geral

05/11/2011 7h50

Da Redação
redacao@jornaldebrasilia.com.br

Depois do susto que passaram os moradores do Condomínio Portal das Andorinhas, na Quadra 203 em Águas Claras, por causa da inundação da garagem do edifício, no último domingo, a Defesa Civil notificou a síndica do prédio para que seja feita uma análise do solo. O prazo de dez dias se encerra na próxima quinta-feira. A suspeita é que uma das causas possa ser uma mina d’água no terreno.

“O acúmulo de água era muito grande, não se sabe se por causa da chuva ou de uma mina no terreno”, explica o coronel Sérgio Bezerra, subsecretário da Defesa Civil. A suspeita surgiu depois que os engenheiros fizeram uma varredura no terreno e descobriram  que o poço do elevador de um prédio em construção, ao lado do condomínio, estava inundado. Além disso, a garagem de outro edifício vizinho também ficou cheia de água.

Leonila Frischeisen, moradora do Portal das Andorinhas, afirma que a situação é crítica e o problema, que agora se agravou, é antigo. “Em muitos outros prédios também tem inundações, mas as pessoas não querem denunciar. Elas colocam o investimento à frente da segurança. Isso é um erro”, lamenta.  

No Portal das Andorinhas a situação se agravou porque a bomba de recalque, que canaliza a água da chuva para fora da construção, não estava funcionando. Além disso, os moradores e a própria Defesa Civil apontam erros na impermeabilização da parede da garagem, que fica a uma profundidade entre três e quatro metros. O coronel Bezerra explica que o processo de impermeabilização serve para evitar a infiltração nas superfícies e estruturas.

Risco   

A Defesa Civil, que está acompanhando o tamanho das rachaduras, classificou o risco como imprevisível, pois constatou no termo de notificação “infiltrações excessivas pelas paredes dos subsolos de garagem, sendo que no último piso foi verificado, também, que por entre as juntas de dilatação estava minando água, em algumas vagas”.

Além disso, foi exigida, dentro do prazo de dez dias, a abertura de janelas no chão onde ocorreram as infiltrações, e a análise do piso da garagem para verificar a capacidade de suporte para os veículos. Caso o laudo não fique pronto no prazo estipulado, a Defesa Civil irá informar à Agência de Fiscalização do Distrito Federal (Agefis-DF) para multar o condomínio.

Leia mais na edição impressa deste sábado (05) do Jornal de Brasília.

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