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Brasília

Dupla usava embalagens originais para vender uísque de baixa qualidade

Arquivo Geral

20/06/2012 7h32

Vinícius Borba
vinicius.borba@jornaldebrasilia.com.br

 

Ador de cabeça deve acabar para muita gente que comprava bebidas de uma dupla em Taguatinga. Tio e sobrinho foram presos acusados de  manter uma espécie de laboratório, onde  preenchiam as garrafas de bebidas originais de alto valor, como uísque de oito a 12 anos, utilizando bebidas de baixa qualidade e valores irrisórios. O interessante é que vários analgésicos foram encontrados, para provavelmente serem misturados às bebidas. As garrafas e caixas seriam retiradas do lixo e de sobras de festa. Até mesmo o selo da Receita Federal  era usado, para dar mais veracidade. Em uma semana, a dupla pode ter lucrado até R$ 5 mil.

 

Os suspeitos foram apresentados ontem na Delegacia de Combate à Pirataria (DCPIM), onde negaram a prática criminosa. “Nós só produzíamos para nosso consumo, e passávamos no máximo para amigos”, disse V.B.S.F., de 23 anos. Com a ajuda do sobrinho D.V.S.F.,  21, ele supostamente adulterava marcas baratas de bebidas, que custavam no máximo R$ 10 a unidade, e lucrava até 3.000% em cada caixa.

 

 Na última segunda-feira, eles foram presos em flagrante depois de sair do laboratório com uma caixa de uísque adulterado. O produto teria sido vendido por cerca de R$ 300. A caixa foi repassada a um fornecedor de festas open bar (quando o consumo é liberado), que se disse vítima do crime, apesar de lucrar outros R$ 300 na revenda dos produtos.

investigação

 

Para o delegado-adjunto da DCPIM, Eduardo Escanhoela, o crime de falsificação e adulteração de produtos alimentícios ficou explícito. “Durante duas semanas, nossas equipes acompanharam e constataram a veracidade da prática criminosa. Eles passavam a noite no local, e saíam  portando as caixas. Na sequência, faziam as entregas. Era delivery o serviço”, afirmou.

Um dos suspeitos é corretor e o outro atua em uma empresa de telefonia. Ambos não tinham antecedentes criminais, mas foram encontrados também com uma carteira de identidade falsa.

A polícia agora trabalha com as informações recolhidas no laboratório. Uma carteira com contatos de clientes foi encontrada, além de controle de caixa com vendas recentes.

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