Menu
Brasília

Doenças respiratórias são a terceira maior enfermidade no DF

Arquivo Geral

07/06/2012 7h06

Kamila Farias
kamila.farias@jornaldebrasilia.com.br

As doenças respiratórias ocupam o terceiro lugar no ranking das enfermidades mais comuns no Distrito Federal, perdendo apenas para problemas cardiovasculares e  câncer. Dados mais recentes da Secretaria de Saúde, de  2010, apontam que 854 pessoas chegaram a óbito devido a doenças como pneumonia, asma, bronquite e enfisema. A situação é ainda pior pelo fato de alguns pontos de Brasília não apresentarem um ar de boa qualidade, graças à poluição excessiva dos veículos.

Os piores ares do Distrito Federal se concentram na região da Fercal, onde há indústrias. A situação também se complica na Rodoviária do Plano Piloto e em Taguatinga, onde existe muito fluxo de veículos, principalmente de ônibus.

De acordo com o pneumologista do Hospital Universitário de Brasília (HUB) Ricardo Martins, as doenças respiratórias estão ganhando peso nas estatísticas. E, além dos maus hábitos e do envelhecimento da população, essas enfermidades estão relacionadas à poluição do ar. “Na medida em que vai desmatando as florestas, poluindo os rios, se oferece menos oxigênio e se agrava a situação de quem tem doença respiratória e possibilita que quem não tenha, fique doente”, afirma.

Dessa maneira, quadros com doenças infecciosas ou alérgicas podem aparecer, ou até mesmo bronquite, enfisema e câncer de pulmão, que segundo o especialista, são os problemas mais comuns. “O primeiro passo é evitar o cigarro. Depois, manter hábitos saudáveis, construir um ambiente sadio, preservar o meio ambiente. E ação imediata é privilegiar o transporte coletivo, pois os carros são os maiores poluentes”, recomenda.

 

O médico explica que as doenças respiratórias são muito comuns e se não tratadas, podem levar à morte. Mas o problema maior está na falta de políticas públicas. “Não temos conseguido fazer com que as pessoas parem de fumar, principalmente os jovens. Sem contar que não adianta fazer mais estradas, aumentar as vias. O problema são os carros, que estão exalando combustível para o meio ambiente”, defende.

 

O especialista reforça que pontos como a Rodoviária do Plano Piloto e a Praça do Relógio, em Taguatinga, têm níveis críticos de oferta de oxigênio. Na época de seca, a situação se agrava ainda mais.

Para o pneumologista, ações imediatas devem ser tomadas. “Ainda não estamos como São Paulo, que em determinado momento tem que parar a circulação de carros. Mas não podemos esperar chegar a esse nível para tomar providências. Tem que cuidar dos rios, alguns estão bem poluídos, e atenção para a degradação da vegetação”, alerta.

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado