Camila Costa
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Tolerância zero ao transporte pirata no Distrito Federal. Esta é a missão do Transporte Urbano do DF (DFTrans), em parceria com o Batalhão de Trânsito da Polícia Militar (BPTran), com a Operação Arrasta. Ontem foi o primeiro dia de apreensões e 15 veículos foram levados para o depósito do Departamento de Trânsito do DF (Detran). Além disso, um total de R$ 75 mil em multas foram aplicadas.
Há um mês começaram os trabalhos de monitoramento, com as equipes de inteligência e serviço velado do DFTrans e da Polícia Militar, para mapear os locais e horários onde o transporte pirata está sendo feito. “A partir de agora, damos fim à pirataria no DF. Além do monitoramento, fizemos operações diárias, durante o final de semana, para identificar os pontos. Estamos organizados, agindo em cima dos líderes dos transportes para pegar os loteiros”, explica o chefe da operação, Pedro Jorge Brasil.
Pontapé inicial
O ponto de partida escolhido foi o Plano Piloto. Aproximadamente 14 agentes da auditoria fiscal do DFTrans, do serviço de inteligência da PM e do BPTran fecharam o cerco em seis pontos – W3 Sul e Norte, Rodoviária do Plano Piloto, proximidades do Turing e eixos Sul e Norte. “Pegamos os principais pontos e colocamos agentes descaraterizados, prontos para agir e trazer os veículos”, observa Brasil.
Os motoristas foram autuados e multados em R$ 5 mil pelo transporte irregular. Um deles disse que só estava fazendo o serviço por estar de folga. “Não esquento porque o carro não é meu. Mas porque não perguntam para a população como está o transporte público e quanto tempo eles ficam na parada esperando um ônibus?”, diz o motorista, que preferiu não ser identificado.