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Brasília

DF tem cinco cracolândias, levantamento é da Fiocruz

Arquivo Geral

20/01/2012 7h03

Camila Costa
camila.costa@jornaldebrasilia.com.br

ODistrito Federal tem 12 áreas críticas de uso de crack, distribuídas em nove cidades. São elas o Plano Piloto, Ceilândia, Sobradinho, Planaltina, Paranoá, São Sebastião, Guará, Recanto das Emas e Gama. Cinco destas áreas já se transformaram, segundo a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), em verdadeiras cracolândias. O estudo preparado pela fundação, quando concluído, deverá apontar também o número e o perfil dos usuários em cada uma das localidades.

 

Os dados deverão ajudar o Governo do Distrito Federal a melhor estruturar as políticas públicas aplicadas ao Plano de Enfrentamento ao Crack, lançado em agosto do ano passado. 

Segundo o secretário de Justiça em exercício, Jefferson Ribeiro, todas estas áreas já eram de conhecimento da pasta, no entanto uma delas, a do  Guará, revelada pelo mapa da Fiocruz, surpreendeu. “É uma região que, se você circular, não encontra cenas de uso visíveis. Apesar de já ter conhecimento das áreas, este ranking alertou a secretaria para o fato da densidade. Nossa preocupação agora é com a quantidade de usuários em cada uma destas RAs”, explica.

 

Só na área central de Brasília, que engloba as proximidades da Rodoviária e do Touring, e setores Comercial Sul e Norte, a estimativa do governo é de que existam dois mil usuários. Entretanto, a quantidade total, contabilizada pelas 12 áreas de maior densidade apontadas pela Fiocruz ainda não existe. “Quando a pesquisa da Fiocruz estiver finalizada vamos poder ter esta informação, além de saber gênero e faixa etária. Mas, em quantidade, temos até receio do número que aparecerá”, observa Ribeiro.

 

Hábitos e locais

 

A reportagem do Jornal de Brasília procurou o Ministério da Justiça (MJ), responsável por encomendar a pesquisa à Fiocruz e, por meio de nota, o ministério informou que a pesquisa está sendo feita em todo o território nacional e abrange 25 mil usuários. Além do perfil, serão mapeados também os hábitos dos usuários e os locais mais frequentados.

 

 

Leia mais na edição desta sexta-feira (20) do Jornal de Brasília.

 

 

 

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