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DF à espera de vacina

“Há um problema sério na emissão da pauta do Ministério da Saúde, que ainda não saiu” afirmou o Secretário de Saúde, Osnei Okumoto

Por Catarina Lima 17/06/2021 6h12
Foto: Agência Brasil

Em entrevista coletiva concedida pelos secretários de Saúde, Osnei Okumoto, de Comunicação, Wellignton Moraes, e pelo chefe da Casa Civil, do GDF, Gustavo Rocha, na tarde desta quinta (17), foi informado que até o momento o Ministério da Saúde não informou sobre o envio de novos lotes de vacinas para a cidade. “Há um problema sério na emissão da pauta do Ministério da Saúde, que ainda não saiu”, disse o secretário. A pauta é o documento em que o órgão federal informa sobre o envio de novas doses.

Indagado se a vacinação pode ser paralisada, caso novas doses demorem para chegar, o secretário de Saúde disse que todos que agendaram a vacinação têm suas doses asseguradas. “Se demorar muito para chegar haverá um prejuízo”, disse. O chefe da Casa Civil foi taxativo: “não fazemos milagres”.

O Diário Oficial do Distrito Federal desta sexta (18) trará normas de flexibilização nas medidas de enfrentamento da pandemia de covid. O Decreto 41.913, de março deste ano, que estabelece regras de distanciamento, em sua nova redação permitirá o uso de churrasqueiras, saunas e salões de festas em clubes; as carteiras e cadeiras de salas de aula, cuja distância permitida era de 1,5 metro, passa a ser de um metro; as catracas nas academias podem voltar a funcionar – desde que não use a biometria –; pessoas com idade a partir de 60 anos, ou com comorbidades podem voltar às suas atividades, desde que vacinadas há 30 dia, com as duas doses; e, finalmente, cursos profissionalizantes podem retomar às aulas presenciais, desde que respeitados os protocolos sanitários.

No balanço da Secretaria de Saúde, de segunda-feira até quarta foram vacinadas com a primeira dose 71,5 mil pessoas com idade entre 55 a 59 anos. E estão agendadas para receber a vacina 47.433 da mesma faixa etária.

Osnei também informou que o lote de três milhões de doses do imunizante da Janssen, que já deveriam ter chegado ao Brasil na semana passada, terá sua chegada adiada mais uma vez. “A informação que recebi é que a vacina da Janssen está com problemas na alfândega nos Estados Unidos”, anunciou Osnei. No Distrito Federal, o imunizante está sendo aguardado para vacinar os professores das escolas públicas, para que as aulas presenciais possam ser retomadas em agosto, como determinou o governador Ibaneis Rocha, e os dois mil moradores em situação de rua. “As pessoas em situação de rua devem receber a vacina da Janssen, porque se movimentam muito e podem não ser encontradas para tomar a segunda dose”, revelou o secretário de Saúde.

Governo descarta uso político da vacinação

O chefe da Casa Civil descartou que o governo do DF esteja fazendo uso político da vacinação com a inclusão de categorias profissionais entre os grupos prioritários. “A pandemia não pode ser politizada. O governo orienta para que não se politize. Tudo é feito de acordo com critérios técnicos”, frisou.

Rocha deixou claro que novas categorias profissionais, como a dos profissionais da rede privada de educação, dos frentistas de postos de gasolina e dos caixas de supermercados só serão incluídas entre os grupos prioritários quando mais doses chegarem à cidade. Para os vigilantes, já incluídos nas prioridades, serão destinadas três mil doses de vacinas. Os professores da Universidade Brasília (UnB) e do Instituto Federal de Brasília (IFB) também dependem da chegada de novas doses para serem atendidos. Quanto às grávidas sem comorbidades, o secretário de Saúde disse que a vacinação do grupo depende de decisão do Ministério da Saúde, que está analisando a questão do ponto de vista técnico.

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