Bruna Sensêve
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Somente neste fim de semana, dez pessoas foram mortas no DF e Região Metropolitana. Quatro homicídios foram registrados na madrugada de sábado e outros seis ocorrem durante a madrugada e manhã de ontem. A maior parte deles foi, segundo a polícia, por acerto de contas entre as vítimas e seus desafetos.
Na manhã de ontem, uma mulher foi encontrada dentro de um bueiro, na entrequadra 56/58 de Brazlândia. A polícia ainda não sabe a causa da morte, mas a vítima apresentava sinais de violência sexual e estrangulamento.
A empregada doméstica E.A.O., 34 anos, chegou, por volta das 22h de sábado, a um bar na saída da cidade, onde se apresentava uma banda de forró. Testemunhas relatam que ela estava acompanhada de quatro amigas. Mais tarde, teria decidido ir embora com um homem ainda desconhecido. Uma das amigas da vítima, que preferiu não se identificar, afirma que aconselhou a amiga a não ir, mas não foi ouvida. Ednalda só foi encontrada, já sem vida, na manhã de ontem.
Uma mulher que passava pelo local, por volta das 7h30, foi a responsável por comunicar a polícia. Moradores da região afirmam que policiais militares apareceram no local onde permaneceram por pouco tempo. No entanto, a curiosidade da comunidade vizinha já havia sido atiçada. Agentes da Polícia Civil contam que receberam uma ligação dos policiais militares informando o crime e dizendo que deixariam a cena por estarem em greve. Ao chegar, os agentes se surpreenderam com a situação mórbida em que moradores puxavam os cabelos da vítima para ver o rosto e tiravam fotografias.
Muito da cena do crime foi alterado pelas pessoas que mexeram no corpo para tentar reconhecer a mulher dentro do bueiro. Mesmo com a presença da polícia, os curiosos, incluindo crianças e adolescentes, se mantiveram ao redor do bueiro que, segundo muitos deles, já estava destampado por meses.
A mulher foi encontrada com um cinto envolto ao pescoço, trajando apenas um sutiã vermelho, sem o restante das roupas e sem documentos de identificação. Ednalva foi reconhecida por dois irmãos que estavam entre os moradores após terem sentido a ausência dela em casa. Segundo um deles, Vanderley de Oliveira, ela saiu de casa por volta de 12h de sábado, sem dizer para onde iria. O comportamento era habitual da vítima que morava em uma chácara na região rural. Ela passava somente os dias de semana na casa da mãe, na Quadra 45 de Brazlândia, pela proximidade com o emprego.
Ednalva trabalhava na casa de uma família na região conhecida como Brazlândia Tradicional. A perícia afirmou que somente com a conclusão do laudo médico será possível atestar em que condições a vítima morreu. Vizinhos afirmam que ouviram gritos de socorro por volta de 4h.
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