O terceiro dia da audiência de instrução do processo que investiga o triplo homicídio que ficou conhecido como crime da 113 Sul, começou às 10h, e teve como ponto alto na parte da manhã, o depoimento da filha de Leonardo Campos Alves, Michelle da Conceição Alves. Ela afirmou que seu pai foi pressionado a confessar o crime por agentes da 8ª Delegacia de Polícia.
Durante uma hora e meia, ela descreveu com detalhes o dia em que uma viatura da 8ª DP parou em frente a sua casa em Brazlândia, onde estava com uma amiga, para pedir informações de um endereço. Logo em seguida, eles perguntaram o nome das duas meninas e e disseram “entra nesse carro agora que a casa caiu para vocês”. Logo em seguida, os policiais a levaram para um local chamado fazendinha.
Lá, de acordo com ela, eles questionaram onde estavam as jóias que seu pai havia lhe dado e, depois de negar a situação, eles colocaram o telefone em viva-voz para que ela pudesse falar com o pai, que estava detido em Monstalvânea, e dizia diversas vezes o amor que sentia pela filha. O sequestro ocorreu duas semanas antes de Leonardo confessar o crime. Michelle reconheceu o retrato falado do policial que a sequestrou.
Assim que encerrou o depoimento, Michelle pediu aos prantos ao Juiz para que pudesse abraçar seu pai, mas foi negado por ser um protocolo da justiça não permitir contato físico com os réus. Porém, eles puderam conversar durante algum tempo.
O namorado de Carolina Villela, Eduardo Magalhães de Lacerda Filho, também foi ouvido pela manhã. Ele afirmou que no dia que presenciou a cena do crime, Carolina ligou dizendo que estava preocupada com os avós e pediu para que fossem até o apartamento deles. Quando chegaram lá, Eduardo entrou primeiro e viu os corpos das três vítimas. De acordo com ele, assim que saiu, contou o que tinha ocorrido para sua namorada, que chorou compulsivamente. Leonardo afirma que teve um relacionamento de dois anos com Carolina, mas que durante esse tempo, procurava não se envolver com problemas familiares.
O primeiro depoimento do dia foi o de Denir Pedro da Silva. Ele realizava serviços gerais no apartamento do casal Villela há anos e sabia da rotina do casal. Ele afirma que viu em muitos momentos, uma média de duas vezes por mês, Adriana Villela brigar com a mãe por causa de dinheiro.
A audiência recomeça à tarde com um dos depoimentos mais aguardados, o do perito Rodrigo Menezes de Barros. Ele foi um dos profissionais que assinou o laudo que incrimina Adriana Villela.