Francisco Dutra
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Policiais civis não irão mais recolher corpos de pessoas que tiveram morte natural e nem fazer a escolta e o transporte de detentos. Estes são dois desdobramentos da Operação Legalidade, iniciada pelo Sindicato dos Policiais Civis (Sinpol). No papel, a categoria suspendeu a greve por força da decisão do Supremo Tribunal Federal e da ameaça de corte de ponto pelo GDF, mas, na prática, pretende continuar o embate com a nova operação até o cumprimento do acordo selado no primeiro semestre com o Palácio do Buriti.
Segundo o presidente do Sinpol, Ciro José de Freitas, até então os policiais civis estavam agindo de forma indevida, em desconformidade com a lei em diversos pontos. Mas a partir de agora seguirão à risca a legislação. “Quem tem que fazer o recolhimento de mortos por causa natural é a Secretaria de Saúde. É o que diz uma portaria do Tribunal de Justiça do DF. A cada semana recolhemos pelo menos oito corpos de morte natural”, afirmou Ciro. O sindicalista comentou que a polícia só deve fazer o recolhimento das vítimas de morte violenta, conforme previsto em lei.
De acordo com Ciro, o mesmo tribunal expediu decisão judicial determinando que a escolta e transporte de detentos só devem ser feitos por agentes penitenciários. Segundo Ciro, neste sábado, agentes da 27ª DP (Recanto das Emas) começaram a cumprir a operação neste ponto. Eles teriam se recusado a escoltar um detento no Hospital Regional do Gama. Ainda nesta semana, o sindicato pretende entrar com uma ação junto ao Ministério Público para identificar de onde partem as ordens para descumprir a decisão judicial.
Movimento
“Devido a um acordo de cavalheiros os policiais faziam muito quebra-galhos”, comentou o sindicalista. Procurada pelo Jornal de Brasília, a assessoria da Direção da Polícia Civil afirmou que não comentaria sobre o assunto. Além do desgaste com o GDF, o embate dos policiais começou a gerar rachas no segmento. Muitos policiais estariam descontentes com certas decisões do comando da categoria.
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