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Brasília

Defesa Civil identificou mais três pontos com ameaça de desabamento no DF

Arquivo Geral

19/11/2011 7h45

Camila Costa
camila.costa@jornaldebrasilia.com.br

Foto: Renato Araújo

 

A Secretaria de Defesa Civil do DF encontrou outros três pontos de risco na cidade, agravados após as fortes chuvas que caíram no início do mês. Os locais foram achados dentro de condomínios, em  Arniqueiras. Alguns já foram notificados e serão acompanhados pela secretaria. A região é uma das 25 áreas de risco apontadas pelo governo, por oferecer ameaças de inundação, desabamentos e disseminação de doenças.

 

 

No Residencial Park 23, a Defesa Civil já acompanha uma erosão, no mesmo lote. Durante vistorias na casa, encontrou um novo buraco, que ameaça duas casas do condomínio ao lado. Segundo o sub-secretário da Defesa Civil, coronel Sérgio Bezerra, os moradores das casas serão notificadas.

 

 

“Os pilares de sustentação caíram e a infiltração vai escavando o solo lentamente”, explica Bezerra. Um dos motivos para o avanço, segundo o coronel, são as ocupações irregulares. Neste caso, os condomínios são divididos pelo Córrego Vereda da Cruz. “São obras muito próximas ao córrego, feitas de forma desordenada e, com as chuvas, a cada dia vamos descobrindo novos locais de risco”, observa.

 

 

Em muitos casos as erosões e os desabamentos só são descobertos quando já estão em níveis avançados, o que atrapalha a ação dos órgãos governamentais. “Muitos têm receio de chamar o governo e ter de sair da casa, então acaba que ninguém avisa ”, afirma Bezerra.

 

 

No lote 9 A do Setor Habitacional Arniqueiras, próximo à chácara 43, a ocupação irregular desviou o curso do córrego. Com a força da água, vários caminhos foram abertos, causando infiltrações e aberturas do solo. “Tinha uma canaleta que foi destruída pela chuva e, como as casas  foram construídas sem orientação técnica, ainda não sabemos quanto da estrutura está abalada”, explica o coronel.

 

 

Ele conta que uma casa terá de ser notificada, pois parte da parede ameaça cair. Além das casas estarem em terreno irregular, o local é considerado Área de Preservação Ambiental. “A situação fica mais complicada. Vamos encaminhar as notificações para o Ibram”, informa.

 

 

Moradora do condomínio desde 2009, a professora Maria Gorete Baroso, de 52 anos, conta que quando comprou a casa a água não passava pela rua. Mas hoje, quando chove o desgaste é enorme. “Tivemos de contratar um trator para retirar a terra que estava na rua, que desce com a água. Depois que construíram e mudaram o curso do córrego, começaram os problemas”, reclama.

 

Leia mais na edição deste sábado (19) do Jornal de Brasília.

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