Francisco Dutra
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Afalta de vagas para estacionar no centro de Brasília faz com que milhares de motoristas sofram diariamente. A promessa de mudanças parece começar a ganhar corpo. O Governo do Distrito Federal deu mais um passo para a construção do estacionamento subterrâneo na Esplanada dos Ministérios. Um decreto viabiliza a discussão do projeto junto à Câmara dos Deputados, Senado e Governo Federal, via Secretaria do Patrimônio Público da União (SPU). O documento foi publicado no Diário Oficial do Distrito Federal de ontem. Ainda receosos, os condutores esperam que a promessa realmente se concretize e, por hora, preferem não comemorar.
Sem contar com transporte público de qualidade e vagas, condutores acabam estacionando onde é proibido e atrapalham o trânsito não apenas na Praça dos Três Poderes, mas por todo o DF. Números do Departamento de Trânsito do DF (Detran-DF) revelam que 101.312 multas por estacionamento irregular foram aplicadas em 2011. Em 2010, o número total foi de 81.080.
Segundo o secretário-adjunto de Governo, Gustavo Ponce de Leon, a participação da SPU e do Congresso é fundamental para o projeto. Afinal, para ele, Executivo e Legislativo recebem todos os dias milhares de servidores e visitantes. Em entrevista ao Jornal de Brasília, Gustavo contou que Câmara e Senado já haviam procurado o GDF para conversar sobre o projeto.
Na conversa, os órgãos revelaram que têm uma demanda de aproximadamente sete mil vagas. Mas o secretário fez questão de ressaltar que o número definitivo de vagas para o novo estacionamento proposto ainda está em aberto, e dependerá do resultado de estudos técnicos que devem ficar prontos até a segunda semana de maio. O próprio local para instalação do estacionamento ainda está em aberto, mas a princípio está previsto para o gramado da Praça dos Três Poderes.
As linhas gerais do projeto estão em aberto, mas a cobrança pelo estacionamento é praticamente certa. “Queremos que essa parceria seja sustentável. Então, para isso as vagas serão cobradas”, comentou.
Agora, os órgãos públicos federais poderão participar dessa discussão e definição do projeto. Para o secretário-adjunto, é importante que o projeto esteja bem amarrado pois ele será implementado via Parceria Público-Privada (PPP). Nesse sentido, o secretário lembrou que a PPP será celada via processo licitatório.
De acordo com Gustavo, o projeto não se trata apenas da oferta de mais vagas para carros. “Poderemos reforçar o suporte ao transporte público. Talvez, linhas expressas do estacionamento para os prédios, ônibus exclusivos e, quem sabe, elétricos”, detalhou.
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