Da Redação, com agência
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Brasília é conhecida nacionalmente pela grande quantidade de árvores. São espécies nativas do Cerrado e trazidas de outras partes do Brasil, como da Amazônia e da Mata Atlântica, que embelezam as avenidas e quadras do Plano Piloto e as regiões administrativas do Distrito Federal. Ao longo dos 51 anos da cidade, muitas dessas árvores já cumpriram seu papel e foram vencidas pelo tempo ou pela própria ação da mãe natureza e, por isso, precisam ser retiradas.
A responsável por avaliar as condições da flora local é a Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap). Com o auxílio de engenheiros florestais do seu quadro, a Novacap analisa as condições dos arbóreos de acordo com o Decreto 14.783, de 17 de junho de 1993, que determina as condições para que as árvores passem por podas ou sejam retiradas.
O chefe do Departamento de Parques e Jardins da Novacap, Rômulo Ervilha, afirmou que, no período de construção de Brasília, a terra foi raspada por máquinas para dar lugar aos edifícios hoje existentes no Plano Piloto, o que prejudicou o solo e retirou a flora nativa. Mais tarde, Brasília recebeu espécies originárias de outros biomas que não o Cerrado, sem estudos sobre a adaptação ao solo local.
tempo de vida
“Por se tratarem de espécies que não são do Cerrado, várias árvores de Brasília têm um período de vida mais curto, que varia de 30 a 40 anos. Com o tempo, elas morrem, ficam ocas ou são tomadas por pragas e isso contribui para que corram o risco de cair”, declarou Rômulo Ervilha.
De acordo com a Novacap, são retiradas por ano cerca de três mil árvores, vítimas de fungos, cupins e outros agentes, que podem levar risco à vida das pessoas ou a bens materiais públicos e privados.
Segundo o que o decreto estabelece, para cada espécie não nativa retirada, são replantadas outras dez árvores, de preferência do Cerrado. Por sua vez, quando as espécies fazem parte do bioma local, são repostas 30 árvores para cada uma que é retirada.
Rômulo Ervilha explicou que nem sempre os arbóreos retirados são todos repostos no mesmo local, seja por falta de espaço ou porque o solo está enfraquecido. Por isso, são plantadas em vias públicas ou parques. Segundo o chefe do Departamento de Parques e Jardins, no período chuvoso são plantadas de 150 mil a 200 mil árvores, conforme o programa da Novacap.
O técnico afirmou que é da Novacap a responsabilidade de avaliar se uma árvore deve ou não ser retirada. Os principais motivos são os riscos à vida das pessoas que passam pelo local, caso a árvore venha a cair, e os danos materiais que sua queda pode vir a provocar.
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