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Brasília

Debates com população sobre ocupação de área tombada de Brasília entram na fase final

Arquivo Geral

27/03/2012 7h09

 

Bruna Sensêve
bruna.senseve@jornaldebrasilia.com.br

 

Desde o tombamento e elevação de Brasília à Patrimônio Cultural da Humanidade, em 1987, nenhum mecanismo legal foi criado para que os princípios de ocupação idealizados por Lucio Costa fossem definitivamente preservados. Os únicos responsáveis por essa tarefa foram o projeto original do arquiteto e um documento publicado posteriormente com o título de Brasília Revisitada. No entanto, junto a eles, uma gama interminável de legislações, decretos, portarias e normas criaram exceções e ditaram o improvável. O Plano de Preservação do Conjunto Urbanístico de Brasília (PPCUB) tem em suas linhas a possibilidade de reeditar essa história.

 

Neste sábado, acontecerá a terceira e última audiência pública em torno do PPCUB. Essa deverá ser a última consulta por parte do Governo do Distrito Federal (GDF) sobre o texto que atingirá não só os moradores do Plano Piloto, Sudoeste/Octogonal, Candangolândia e Cruzeiro, mas todos que estão ao redor do polígono tombado. As normas de uso do solo colocadas ali não são gerais e podem permitir ou não que a casa tenha um terceiro andar, ou que o comércio da rua avance alguns metros acima da calçada.

 

Hoje, o processo completa um ano desde a primeira audiência pública. A diferença de ideias e dificuldade em encontrar um senso comum entre todos os participantes, que também esteja de acordo com o projeto original e a viabilidade para o governo, são impraticáveis. Por isso, o tom polêmico que dominou grande parte dos discursos. Opiniões diversas trataram de assuntos polêmicos como a regulamentação dos “puxadinhos”, a revitalização da W3 Sul, os cercamentos dos prédios sobre pilotis no Cruzeiro, a mudança de usos de alguns setores e as alturas apropriadas para as edificações desde às superquadras aos prédios de Águas Claras.

 

 Leia mais na edição desta terça-feira (27) do Jornal de Brasília.

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