Carlos Carone
carone@jornaldebrasilia.com.br
A violêncianas ruas do Distrito Federal nos primeiros cinco meses do ano se refletiram nas estatísticas elaboradas pela Secretaria de Segurança. Todos os crimes contra a vida, como o homicídio, aumentaram sensivelmente em comparação com o mesmo período do ano passado. Foram 329 assassinatos, contra 290 contabilizados entre janeiro e maio do ano passado. A mesma tendência foi seguida pelos delitos contra o patrimônio, entre eles o estupro. Apesar dos números negativos, a pasta comemorou a redução nas naturezas criminais mais graves, registrada no mês de maio.
Os dados foram divulgados ontem, pelo secretário de Segurança Sandro Avelar. Os números já foram divididos pela chamada Área de Segurança Pública Integrada (Aisp), prevista na Ação Pela Vida, política pública de segurança que começou a sair do papel no mês passado. As estatísticas serão divulgadas semanalmente para apontar a evolução de combate ao crime em cada uma das 30 regiões administrativas do DF.
A SSP acredita que a Operação Tartaruga, promovida pelos praças da Polícia Militar entre abril e maio, contribuiu para o crescimento dos crimes contra o patrimônio. A maior incidência ficou por conta dos roubos com restrição de liberdade da vítima, o chamado sequestro relâmpago, com 355 ocorrências registradas, contra 233 nos primeiros cinco meses do ano passado. O número representa um aumento de 52,4%.
Impulsionado pelo crime que atualmente mais assusta o brasiliense, o roubo de veículos deu um salto de quase 80%. Foram 1.794 veículos tomados de assalto, enquanto no ano passado 999 carros foram levados pelos assaltantes. Entre os crimes contra o patrimônio, reduzir as tentativas de latrocínio também será um dos desafios da segurança pública. O crime subiu 77,2%, com 101 casos registrados neste ano contra 57 entre janeiro e maio do ano passado. Na mesma natureza, o latrocínio (-11,5%), roubo de carga (-16,7%) e roubo a caminhões de bebida (-40%) apresentaram redução.