Da Redação, com
Agência UnB
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O curso noturno de Direito da UnB foi avaliado com nota máxima pelo Ministério da Educação. Assim como aconteceu com o curso diurno, recebeu menção 5 após recurso que questionava a nota anterior (4). “Em todos os critérios de avaliação, nós nos destacamos. Com a visita in loco, a comissão pôde perceber as mudanças permanentes da nossa estrutura curricular, do nosso corpo docente com alto nível de titulação e a nossa infraestrutura”, explica a professora Gabriela Neves Delgado, coordenadora de graduação do Direito noturno. “Claro que temos dificuldades como todo mundo, mas com certeza nosso nível é de excelência”.
Francisco Caputo, presidente da Ordem dos Advogados do Brasil no Distrito Federal (OAB-DF), afirma que não se surpreendeu com o reconhecimento. “Todos que tiveram contato com a Faculdade de Direito da UnB, seja pela formação do seu quadro docente, seja pela sua grade curricular ou filosofia de ensino, reconhecem a extrema qualidade desse curso”, disse o presidente. “Esse resultado nos deixa cada vez mais orgulhosos de uma instituição que forma grandes quadros para a magistratura, a advocacia e o Ministério Público”, complementou.
Desde 2007, quando o MEC instituiu o sistema e-MEC – criado para que as instituições de educação superior credenciem seus cursos para uma avaliação –, a UnB recebeu nove visitas de representantes do ministério. “Dois consultores vão à instituição quando o curso é examinado pela primeira vez ou quando o departamento não se sente satisfeito com a nota atribuída”, disse Marcos Vinícius Coelho, auxiliar institucional do e-MEC do decanato de Ensino de Graduação (DEG).
Antes disso, as avaliações dos cursos de graduação das universidades brasileiras eram protocoladas em papel por meio do Sistema Integrado de Informações da Educação Superior (SIEdSup).
“Essa nota é muito positiva para o curso. É merecida. Mas esse resultado não pode afastar nossa possibilidade de melhorar sempre. Ainda tem muito coisa que melhorar, mas acredito que esse reconhecimento veio justamente porque o curso está mudando”, disse Victor Reis, aluno do 6º semestre. “Para mim, o diferencial é a capacidade crítica. Ele tem uma base que permite ao estudante questionar o que se aprende. Não é dogmático, existe reflexão sobre o conteúdo”, complementou.