Gabriela Coelho
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Três homens foram feitos reféns durante um assalto à Associação dos Servidores da Câmara dos Deputados (Ascade), localizada no Setor de Clubes Sul. Os criminosos conseguiram levar um caixa eletrônico que ficava perto da entrada do clube. Não foi informado o prejuízo. Os bandidos levaram ainda o equipamento do circuito interno de segurança.
“Estávamos no portão quando percebemos três homens. Todos estavam com armas e facas. Nos trancaram no banheiro da entrada e nos amarraram com um fio. Ninguém quis olhar para eles e ninguém viu nada. Ficamos em estado de choque e fizemos o que mandaram. Quando conseguimos sair, eles já não estavam no local”, afirmou um dos seguranças, que preferiu não se identificar. “Por mais que tenhamos treinamento, eles estavam armados”, completou.
No local do arrombamento foram encontrados boné, cassetete quebrado, chave de roda e rolo de papel para extratos bancários. Segundo o delegado responsável pela Delegacia de Roubos e Furtos (DRF), Fernando César Costa, esses equipamentos podem ter sido usados no crime. “Essa quadrilha tem um jeito único de atuar, então pode complicar o trabalho da polícia”, afirmou.
Segundo o delegado, existe uma nova forma de arrombar caixas eletrônicos. “Antes, eram usados maçaricos e uma espécie de serra-copo, que faz um furo em forma de copo. Agora, eles estão levando todo o caixa, então tem toda uma articulação por trás dessas quadrilhas”, afirmou.
Segundo caso no ano
O delegado informou ainda que este ano houve dois casos de subtração total do caixa eletrônico. “Acreditamos que seja a mesma quadrilha. Em março, houve um crime da mesma natureza em uma concessionária em Águas Claras e estamos investigando”, disse.
De acordo com a presidente da Associação Comercial do Distrito Federal, Danielle Bastos Moreira, vários problemas acarretam esse tipo de ação. “Por conta da insegurança, os comerciantes não se interessam mais em manter caixas eletrônicos”, afirma. Segundo Danielle, muitas vezes os comerciantes não registram ocorrência. “Isso atrapalha muito, pois precisamos saber quais áreas estão sendo mais afetadas para poder como agir”, afirmou.
Já o presidente da Fecomércio, Adelmir Santana, afirma que enquanto não houver um policiamento ostensivo, não haverá segurança.