Carlos Carone
carone@jornaldebrasilia.com.br
Com características que lembram cada vez mais as áreas cariocas dominadas pelo tráfico de drogas, a Vila Estrutural tornou-se um problema grave para os órgãos de segurança do Distrito Federal. A comparação com os morros do Rio de Janeiro começa pela ação de construir barreiras em determinados locais para evitar o trânsito de viaturas policiais. Aliciadas, crianças entre dez e 12 anos utilizam armas e promovem uma onda de assaltos. Uma espécie de código de conduta imposto pelos criminosos foi descoberta pela Polícia Civil.
Ao longo de três dias, a reportagem do Jornal de Brasília levantou dados da criminalidade e esteve in loco visitando pontos onde foi registrada a maioria dos 59 homicídios ocorridos na cidade, no ano passado – média de cinco por mês. Com centenas de famílias vivendo abaixo da linha de pobreza, a sedução pelo dinheiro fácil, quase sempre amealhado com o tráfico de drogas ou a prática de roubos, se tornou um caminho mais curto para jovens conquistarem melhores condições de vida.
Com uma população de 25,7 mil moradores e 6.254 domicílios, segundo dados da Pesquisa Distrital por Amostra de Domicílios (PDAD) de 2010, a Estrutural possui pelo menos dois barracos para cada casa de alvenaria. É em vielas apertadas em meio aos barracos de madeirite, principalmente na região do Setor de Chácaras Santa Luzia, que a presença dos criminosos se torna constante.
Leia mais na edição impressa desta segunda-feira (23) do Jornal de Brasília.