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Brasília

Crime da 113 Sul: delegado afirma que Adriana foi a mandante

Arquivo Geral

11/11/2011 7h42

Ana Paula Andreolla
ana.fernandes@jornaldebrasilia.com.br

Odepoimento do delegado que por 16 anos ficou à frente da Coordenação de Investigação de Crimes Contra a Vida (Corvida) Luiz Julião Ribeiro, na audiência de instrução do processo do triplo homicídio que ficou conhecido como crime da 113 Sul, tomou grande parte do segundo dia de oitivas no Tribunal do Júri de Brasília. Ele defendeu a investigação da Corvida e manteve a acusação contra Adriana Villela, filha do casal assassinado em 28 de agosto de 2009.

 

Nas pouco mais de seis horas em que foi inquirido, Julião relembrou a conturbada história do crime, que já teve o envolvimento de três delegacias e colocou 13 pessoas atrás das grades. Aparentando tranquilidade, Julião foi firme ao sustentar o envolvimento de Adriana. “Ela teve um comportamento extremamente atípico no dia em que sua filha decidiu ir ao apartamento procurar pelos Villela”, afirmou o delegado, que se aposentou há quase um ano. “Carolina (filha de Adriana) vai ao apartamento dos avós por volta das 18h. Adriana só aparece duas horas depois. Antes disso, ela faz ligações, passa e-mails, toma banho e até para em uma padaria antes de chegar no apartamento dos Villela”.

 

Para o delegado, essas atitudes representam uma quebra do padrão comportamental racional e instintivo, o que seria um comportamento padrão “de quem tem culpa no cartório”, enfatizou. “Adriana era inimiga dos pais quando o assunto era dinheiro. Havia motivação e os indícios são fortes. Para a polícia, não restam dúvidas”, sustentou Julião durante a instrução.

Leia mais na edição impressa desta sexta-feira (11) do Jornal de Brasília.

 

 

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