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Brasília

Criança do DF recebeu o coração de outra passa bem

Arquivo Geral

07/01/2012 7h05

 

Gabriela Coelho
gabriela.coelho@jornaldebrasilia.com.br

 

Oano de 2012 trouxe alegria e possibilidade de vida nova para uma menina de um ano e oito meses do Distrito Federal. Na madrugada de sexta-feira, depois de 90 dias internada, a família recebeu a notícia de que a criança seria contemplada com um coração novo. O órgão, vindo do Rio de Janeiro, foi transplantando durante uma cirurgia realizada no Instituto de Cardiologia do Distrito Federal (ICDF).

 

 

O procedimento teve início por volta de 0h30 e terminou às 3h30. “A cirurgia foi rápida e a criança está estável. Não houve  intercorrências”, explica Cristina Afiune, coordenadora de transplantes pediátricos do ICDF.

 

 

Segundo os médicos, a menina ficará por mais quatro dias na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) e depois irá para um quarto na enfermaria. “A criança ainda deve ficar no hospital por cerca de 30 dias. Nesse tempo, serão aplicados diversos medicamentos que fazem parte do processo de estabilização”.

 

 

Cristina adiantou que a cirurgia não trará implicações para a saúde da menina. “Ela terá uma infância saudável, como outra criança qualquer. Além disso, terá acompanhamento e nem se lembrará que passou por uma cirurgia”, completa.

 

 

A criança tinha miocardiopatia dilatada. Segundo o supervisor da cirurgia,  Fernando Atik, a doença é uma inflamação dos músculos do miocárdio. “As miocardites podem ter inúmeras causas. Podem ser vírus, bactérias, medicamentos e doenças auto-imunes. Elas  podem ser reversíveis ou evoluírem para um quadro de miocardiopatia dilatada, como foi o caso da criança. Geralmente, as miocardites manifestam-se com sintomas de insuficiência cardíaca, com um início súbito”, explica. 

 

 

O doador do coração foi um menino de um ano e nove meses que faleceu em Niterói, região metropolitana do Rio de Janeiro. O menino teve morte cerebral devido a uma hemorragia intracraniana devido à hemofilia. “Deficiências genéticas e um distúrbio autoimune raro podem causar a diminuição da atividade dos fatores de coagulação do plasma sanguíneo, de modo que comprometem a coagulação sanguínea”, explica Fernando Atik. 

 

 

A diretora do ICDF, Nubia Welerson, diz que a melhor parte da cirurgia é quando o coração começa a bater. “É um momento de ansiedade. Nos surpreendeu como o corpo aceitou o coração com rapidez. Assim que o coração bate, a máquina que bombeia sangue é desligada e percebemos que a cirurgia deu certo.”

 

 

Cirurgias no DF

 

Segundo dados da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF), de janeiro a novembro deste ano foram realizados no DF 297 transplantes de rim, córnea e coração. De acordo com a coordenadora da Central de Captação de Órgãos da Secretaria de Saúde, Daniela Salomão, este mês o DF foi credenciado pelo Ministério da Saúde para realizar também transplantes de fígado no Instituto do Coração, por uma equipe composta por profissionais de São Paulo e de Brasília.

 

Leia mais na edição deste sábado (07) do Jornal de Brasília.

 

 

 

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